Por Pe. Ronoaldo Pelaquin, C.Ss.R. Em Música

No dia de Santa Cecília, padroeira da música

Pensar no céu não é apenas uma questão de religião; pode ser uma questão de bem estar, de gosto, de prazer, de felicidade sem fim, de sucesso para sempre; como também pode ser uma questão de estética, de belo universal; uma questão de visão beatífica, de um momento lírico ou épico musicalmente falando. Nos dias de sufoco pelo trabalho estafante, de desânimo pelos insucessos, de dores pelas exigências físicas, de impaciência pelo tempo chuvoso, de angústias pelas indefinições dos negócios, nesses dias todos de vida ainda terrena, pensar no céu é relaxante e faz bem.

Santa Cecília

Quando me pediram um artigo sobre Santa Cecília, padroeira da música, cujo dia de festa na Igreja se dá sempre em 22 de novembro, logo me veio uma idéia, tendo em vista exatamente esse pensamento de uma vida terrena que não se define e desagrada. E rezei para Santa Cecília pedindo a graça de não me irritar com tanta música que de música tem pouco. E a idéia foi compor uma música que começasse assim: “Desejo que a música no céu seja mesmo divina, porque desta da terra já estou me cansando! Desejo que a poesia no céu seja mesmo divina, porque desta da terra já estou me cansando! Desejo que o amor lá no céu seja mesmo divino, porque deste da terra já estou me cansando!”... e assim por diante.

 

"Bendita Santa Cecília, que agora vive a eternidade feliz, onde a 'música deve ser mesmo divina'".

Que bom que Santa Cecília já esteja por lá, na visão beatífica, onde Deus, criador de tudo e da música, deve ser um compositor divino mesmo, e ela, a santa, esteja gozando de melodias, de ritmos, de harmonias divinas, para felicidade dela e para a glória dele, o Deus compositor!

Se eu quisesse continuar falando de música e de Santa Cecília, palavras sempre relacionadas, teria de partir para suposições que de históricas talvez tenham pouco. Tive a felicidade de percorrer por várias vezes os corredores imensos, frios e lúgubres da Catacumba de São Calixto, na Via Ápia, em Roma, onde Santa Cecília foi sepultada, no século IIº, e onde se encontra uma réplica em mármore da escultura feita por Maderno, escultor Romano, cujo original se encontra na igreja de Santa Cecília, no Transtevere. O escultor retratou a Santa no momento que restava por terra após receber três golpes de espada. Diz a história, que não morrendo imediatamente pelos golpes do algoz, ela teve tempo de mostrar três dedos da mão, num testemunho de fé em Deus Uno e Trino, o Deus dos cristãos. De sua vida se sabe que era de família rica, que foi batizada em sua juventude, e que era esposa de Valério, que também se converteu ao cristianismo, e que depois de convertido, passou a demonstrar sua fé sepultando nas catacumbas os corpos dos mártires cristãos, e que também foi martirizado. Quanto à musicalidade da Santa não se sabe nada. Mas a tradição atribui a ela as honras da música por causa da oração que se fazia, e ainda se faz nas igrejas, onde aparece a idéia de sua felicidade eterna que escuta os coros celestes.

Bendita Santa Cecília, que agora vive a eternidade feliz, onde a “música deve ser mesmo divina”.

Padre Ronoaldo Pelaquin, C.Ss.R.
Missionário Redentorista

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