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Como votar com consciência? CNBB Sul 1 lança guia para as Eleições 2026

Subsídio gratuito apresenta orientações da Doutrina Social da Igreja para avaliar candidatos e participar das eleições com responsabilidade.

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Escrito por Luciana Gianesini

21 JUL 2026 - 11H45 (Atualizada em 21 JUL 2026 - 12H05)

SULTANA/ Adobe Stock

Escolher os representantes políticos exige pesquisa, atenção às propostas e disposição para pensar nas consequências do voto para toda a sociedade. Em períodos eleitorais marcados pela polarização e pela circulação de informações falsas, esse discernimento torna-se ainda mais necessário.

Para ajudar os cristãos nessa tarefa, o Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançou o subsídio “Reflexões para as Eleições 2026 – Perguntas e Respostas à luz da Doutrina Social da Igreja”.

O material está disponível gratuitamente e pode ser utilizado pessoalmente ou em encontros de paróquias, pastorais, movimentos e comunidades.

Por que a Igreja fala sobre as eleições?

A Igreja Católica não apresenta candidatos nem indica partidos políticos. Sua missão é colaborar com a formação da consciência dos fiéis, oferecendo princípios éticos inspirados no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja.

Para o cristão, votar é um direito e uma responsabilidade moral. A escolha deve considerar a dignidade de cada pessoa, a defesa da vida, a verdade, a justiça, a democracia, a solidariedade e a busca pelo bem comum.

O subsídio foi elaborado por um grupo de bispos e reúne 20 perguntas e respostas, fundamentadas na Sagrada Escritura, no Compêndio da Doutrina Social da Igreja, nos ensinamentos dos Papas Francisco e Leão XIV e na mensagem da CNBB para as Eleições de 2026.

Entre os temas estão a relação entre fé e política, o papel das autoridades e dos partidos, o equilíbrio entre os poderes do Estado, a corrupção, as notícias falsas, a democracia e as qualidades esperadas de quem assume um cargo público.

Dez critérios para escolher os candidatos

Um dos destaques da publicação é um decálogo (uma lista de dez tópicos) para orientar o eleitor na análise da trajetória, da conduta e das propostas apresentadas pelos candidatos.

  • Respeito à dignidade da pessoa humana e defesa da vida;
  • Compromisso com o bem comum;
  • Responsabilidade com a verdade;
  • Promoção da justiça social;
  • Respeito à liberdade e à democracia;
  • Integridade moral e coerência na vida pública;
  • Compromisso com a família e a vida social;
  • Valorização do trabalho e dos trabalhadores;
  • Cuidado com a criação e com o meio ambiente;
  • Oração e discernimento diante de Deus.

Esses pontos ajudam a superar escolhas baseadas apenas em propagandas, promessas, interesses particulares ou identificação emocional com determinada figura política. O material recomenda conhecer o histórico dos candidatos e verificar se suas propostas realmente estão voltadas ao serviço da sociedade.

.:: LEIA TAMBÉM: Centro de Fé e Política lança subsídio para o período eleitoral

Notícias falsas prejudicam o discernimento

O subsídio também chama a atenção para a responsabilidade dos eleitores diante das informações recebidas pelas redes sociais. Ideologias, interesses econômicos e disputas políticas não justificam a distorção dos fatos.

Antes de compartilhar uma publicação ou utilizá-la para decidir o voto, é importante verificar a origem da informação, consultar fontes confiáveis e desconfiar de conteúdos que apelam para o medo, a revolta ou a agressividade.

A mentira e a manipulação enfraquecem a confiança entre as pessoas, dificultam o diálogo e prejudicam a vida democrática.

O que deve ser evitado durante as eleições?

A publicação orienta os cristãos a não escolherem candidatos em troca de vantagens pessoais, favores ou benefícios imediatos. Também recomenda evitar a idolatria de políticos e partidos, pois nenhuma pessoa ou grupo deve ser colocado acima dos valores éticos e do bem comum.

Outras atitudes prejudiciais são a polarização, o ódio político, as decisões tomadas por impulso, a aceitação da corrupção, o silêncio diante das injustiças e o desinteresse pela vida pública.

A participação política deve ser vivida com respeito, responsabilidade e abertura ao diálogo, sem transformar quem pensa de maneira diferente em inimigo.

Oração também faz parte da preparação

Ao final, o subsídio apresenta uma oração pelo discernimento no período eleitoral. Nela, os cristãos pedem ao Espírito Santo sabedoria para buscar a verdade, rejeitar a manipulação e reconhecer aqueles que desejam servir com integridade.

A oração, porém, deve ser acompanhada de informação, análise e responsabilidade. Formar a consciência exige conhecer os candidatos, comparar propostas e refletir sobre os efeitos de cada escolha na vida das famílias, dos trabalhadores, das pessoas pobres e de toda a sociedade.

.:: Acesse gratuitamente o subsídio completo

Fonte: CNBB Sul 1

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