Foi publicada nesta segunda-feira (15), a mensagem do Papa Leão XIV para o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, que traz como tema “Eu nunca te esquecerei” (Is 49,15).
Inspirado nas palavras do profeta Isaías, o texto destaca a fidelidade de Deus, que jamais abandona ou esquece seus filhos, especialmente na velhice, e convida os fiéis à confiança e ao cuidado mútuo.
Instituído em 2021 pelo Papa Francisco, o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos é celebrado anualmente no quarto domingo de julho, data em que a Igreja recorda São Joaquim e Sant’Ana, avós de Jesus.
Na mensagem, o Papa Leão XIV incentiva todos a retomarem o importante hábito de visitar os idosos, recordando que a Igreja é chamada a ser “mãe de todos” e a promover a cultura do encontro, tão necessária nos dias atuais.
Ao destacar um trecho extraído da sua Carta Encíclica Magnifica Humanitas, o Pontífice reforça o cuidado com a humanidade diante das constantes evoluções tecnológicas. Segundo ele, uma vida acelerada e digital não pode impossibilitar a necessidade humana de proximidade e de laços fraternos.
«Numa época que tende a acelerar e a fragmentar, a carne humana continua a pedir para ser cuidada e reconhecida por mãos capazes de ternura, por mentes atentas e por palavras bondosas. A cultura digital multiplica as conexões e oferece novas possibilidades de encontro; no entanto, o coração humano conserva uma necessidade inalienável de proximidade» (Magnifica humanitas, 239)
As Sagradas Escrituras nos lembram que nossa vida interessa para Deus. Por isso, a mensagem do Papa afirma que a vida de um idoso não pode ser reduzida “ao número da cama ou à sua patologia” e que a Igreja conhece o sofrimento daqueles que inúmeras vezes são “vistos com preconceitos e são considerados um fardo”.
A sensação de abandono, infelizmente, é comum a muitas pessoas, especialmente as de idade mais avançada. Por isso, o Livro do profeta Isaías, segundo o Papa, enche-nos de consolação e confiança, pois responde ao sentimento angustiante da solidão com a promessa: “Eu nunca te esquecerei”.
“O amor de Deus, que, pelo contrário, não esquece ninguém, oferece-se como um ato de justiça e uma resposta ao anonimato, no qual, com demasiada frequência, a vida humana acaba por perder-se.”
O Pontífice ainda convida carinhosamente os idosos a reconhecerem que “mesmo na velhice, não deixamos de ser filhos e filhas, e por isso permanece válido, todos os dias, o convite a regressar aos braços de Deus, cujo amor é paternal e maternal ao mesmo tempo”.
Por fim, Leão XIV encoraja as pessoas idosas a não temer a fragilidade, uma vez que é por meio dela que o coração humano abre-se para a solidariedade e reconciliação. O Papa encerra dizendo que a velhice deve ser vivida como um tempo de renovação espiritual marcada pela confiança em Deus e convida:
“Exorto-vos, caríssimos, para que vos unais comigo numa incessante oração para que a paz chegue em breve a todo o mundo.”
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