O Papa Francisco continua sua recuperação no Vaticano, dedicando-se às terapias necessárias para sua saúde. Após a alta médica do Hospital Gemelli no último domingo (23), a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou que o Santo Padre permanece em repouso na Casa Santa Marta, sem receber visitas no momento, e segue sob cuidados médicos constantes.
Após 38 dias internado devido a uma pneumonia bilateral, Francisco iniciou um período de convalescença, ou seja, recuperação, que pode durar até dois meses. O Pontífice segue com terapia farmacológica, além de fisioterapia motora e respiratória para recuperar sua voz. Durante esse tempo, é assistido por uma equipe médica 24 horas por dia, que garante suporte em caso de emergências.
A administração de oxigênio continua conforme os últimos dias de internação: à noite, recebe oxigenação de alto fluxo e, durante o dia, a necessidade vem diminuindo gradualmente.

Mesmo em recuperação, o Papa segue sua rotina espiritual. Como fazia no hospital, passa a concelebrar a Missa na capela do segundo andar da Casa Santa Marta. Além disso, continua acompanhando alguns compromissos do Vaticano, como nomeações e outras decisões administrativas.
Sobre sua participação em eventos futuros, incluindo celebrações da Semana Santa e Jubileus, ainda não há definição. O Vaticano avalia cada decisão conforme a evolução de sua saúde.
A audiência geral desta quarta-feira (26) foi cancelada. Em seu lugar, a catequese será divulgada por escrito, assim como tem acontecido nas últimas semanas. O mesmo deve ocorrer com a mensagem do Angelus no domingo.
No momento, Francisco recebe apenas seus colaboradores mais próximos. Reuniões com chefes de Estado e outros compromissos foram adiados.

O médico Sergio Alfieri revelou que o Santo Padre passou por momentos críticos durante sua internação. Em entrevista ao Corriere della Sera, contou que, no dia 28 de fevereiro, uma crise de broncoespasmo agravou seu quadro.
“Pela primeira vez, vi lágrimas nos olhos de quem estava ao redor dele. Todos sabíamos do risco de ele não sobreviver”, relatou Alfieri.

Os médicos tiveram que escolher entre interromper os tratamentos ou seguir com todas as terapias possíveis, assumindo os riscos. “No fim, seguimos em frente, e essa foi a decisão do Papa”, afirmou o especialista. Ele destacou que Francisco sempre exigiu transparência sobre seu estado de saúde: “Desde o primeiro dia, ele nos pediu para contar a verdade”.
A recuperação do Papa segue sob atenção, mas os sinais de melhora são positivos. O Vaticano continua acompanhando a situação, com esperança de que o Pontífice retome suas atividades habituais em breve.
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