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Sinodalidade

Sinodalidade na prática da missão

Escrito por Laís Silva

17 OUT 2025 - 16H14 (Atualizada em 27 OUT 2025 - 09H44)

Pcess609 / AdobeStock

A Igreja Católica, no Brasil e no mundo, é convidada diariamente a viver a sinodalidade. Mas o que isso significa?

Para compreender melhor esse convite, é preciso saber o que é a sinodalidade. Nós falamos muito sobre o assunto, mas será que compreendemos na prática a essência de ser uma Igreja Sinodal?

A palavra “sinodal” tem origem grega syn, que significa “juntos”, e hodos, que na tradução é “caminho”. Portanto, ser uma Igreja Sinodal é caminhar juntos. E como podemos seguir esse caminho?

Caminhar juntos, não significa, ao pé da letra, andar ao lado um do outro, mas sim ser uma Igreja participativa, em missão, que escuta, que acolhe, que vive em comunhão. Uma Igreja em saída.

O saudoso Papa Francisco falava sobre a importância de fazer com que a palavra sinodalidade não se torne um slogan. No Documento Final do Sínodo da Sinodalidade, nós somos lembrados que é preciso estar no modo “vivendi et operandi”.

Deve exprimir-se no modo ordinário de viver e agir da Igreja. Este modus vivendi et operandi realiza-se através da escuta comunitária da Palavra e da celebração da Eucaristia, da fraternidade da comunhão e da corresponsabilidade e participação de todo o Povo de Deus, nos seus vários níveis e nas distinções dos diversos ministérios e funções, na sua vida e missão”, (CTI, n. 70a).

Dom Dirceu Medeiros, Bispo de Camaçari (BA), delegado do Brasil na 16ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos e animador do processo do Sínodo no Brasil, nos explica que, nesta forma de ser Igreja, o leigo deve ser ouvido para que a Igreja seja um ambiente participativo, pois cada um tem a sua missão.

“No processo da sinodalidade, é importante ressaltar a comum dignidade dos batizados. Cada um tem a sua missão. Isso nós encontramos já nas cartas de São Paulo, quando ele fala da Igreja como o corpo místico de Cristo, formado por tantos membros. E a gente percebe que cada membro tem sua importância e que nenhum membro é superior ao outro, ou pode prescindir do outro; todos têm igual importância e igual dignidade. Então, essa mentalidade precisa também de uma conversão para a sinodalidade.

Mais do que um método de organização, a sinodalidade é uma forma de viver o Evangelho: caminhar em comunhão, servir com amor e construir juntos o Reino de Deus. Não é uma ideia ou um evento com dia e hora para acabar, mas sim, uma forma de ser igreja: é missão, é compromisso, é vida em comunidade.

Famílias Missionárias vivem na prática a sinodalidade

Genilson Cruz / Arquivo pessoal Genilson Cruz / Arquivo pessoal

No Brasil, já existem diversos grupos que já atuam em uma missão sinodal, entre eles estão as Famílias Missionárias, que são uma iniciativa da Pontifícia Obra da Propagação da Fé (POPF) voltada para comunidades, paróquias e dioceses. O serviço oferece formação, animação e apoio à missão dentro do ambiente familiar.

Com o objetivo de fortalecer a vivência do Evangelho no lar, eles ajudam as famílias a se tornarem verdadeiras igrejas domésticas, inspiradas no exemplo de Jesus Cristo.

Genilson Inocêncio da Cruz e Ana Maria Ribeiro Santos Cruz, casal assessor das Famílias Missionárias da Paróquia Nossa Senhora da Piedade, da Diocese de Estância–SE, contam seu entendimento na prática da missão sinodal.

“Aprendemos desde o surgimento da palavra, que é 'caminhar juntos', realizar os mesmos projetos, as mesmas ações, sermos uma só Igreja, independente de qual movimento ou pastoral esteja inserido, todos somos um só povo, sem distinção, sem barreiras, fazermos juntos aquilo que Jesus nos inspirou no Batismo, sermos discípulos missionários e levar sua Palavra a todos os povos.”

A atuação das Famílias se divide em quatro etapas integradas, para concluir sua principal sua missão que é levar o Evangelho a todos os povos.

“Nosso Grupo de Famílias Missionárias procuramos estar em sintonia sinodal nas nossas ações, atitudes, compromissos, dentro das quatro áreas integradas do nosso carisma: ver, iluminar, agir, avaliar e celebrar. Todas as ações são voltadas para uma única finalidade, pois, como igreja doméstica levamos o Evangelho para outras famílias, melhorando assim a convivência comunitária, propondo momentos de partilha e realizando pequenos gestos concretos a fim de minimizar o sofrimento dos mais necessitados”, explica o assessor da FM.

Genilson Cruz / Arquivo pessoal Genilson Cruz / Arquivo pessoal

As Famílias Missionárias são ligadas à Pontifícia Obra da Propagação da Fé e Pontifícias Obras Missionárias, além disso, o grupo de Genilson e Ana Maria, possuem a vivência paroquiana “voltadas a sinodalidade como povo de Deus, como Igreja doméstica, iluminados pelo Espírito Santo.”

Dessa maneira o grupo participa ativamente da Paróquia e da realidade em que estão inseridos, mantendo a sinodalidade como principal missão.

“Todas as ações realizadas pela Paróquia, nosso Grupo de Família Missionária participa ativamente juntamente com todos os outros movimentos e pastorais, exemplos são os estudos bíblicos, a Campanha da Fraternidade, Semana Nacional da Família, Festas da Padroeira, Novena de Natal, as quais são realizadas em casas de famílias nas comunidades mais necessitadas e em destaque para o mês missionário, o qual a Família Missionária realizou a abertura com um terço em praça pública interagindo com os outros movimentos e pastorais da nossa Paróquia, bem como ornamenta a Matriz durante o referido mês, com as cores representativa dos cinco continentes”, explicou Genilson.

Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Missões

O Dia Mundial das Missões é celebrado pela Igreja Católica de todo o mundo no penúltimo domingo de outubro, neste ano a data será celebrada no dia 19 de outubro.

Com o intuito de chamar a atenção para a importância da missão na vida do cristão, a data também busca realizar atividades e coletas em paróquias e comunidades para apoiar projetos de evangelização, educação, saúde e assistência social.

O Papa Leão XIV deixou uma mensagem especial para este dia, destacando que “enquanto refletimos juntos sobre a nossa vocação batismal de sermos ‘missionários da esperança entre os povos’, renovemos nosso compromisso doce e alegre de levar Jesus Cristo, nossa Esperança, até os confins da terra”.

E contou que quando foi um missionário no Peru, viu realidades sendo transformadas pelas missões.

“Quando fui padre e depois bispo missionário no Peru, vi com meus próprios olhos como a fé, a oração e a generosidade vividas neste dia podem transformar comunidades inteiras. Convido todas as paróquias católicas do mundo a participarem no Dia Mundial das Missões. As vossas orações e o vosso apoio ajudam a espalhar o Evangelho”.

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