Com a chegada do mês de junho, iniciou a temporada de festas juninas que, esse ano, vem acompanhada da Copa de 2026. O TJ Aparecida trouxe mais detalhes e informações da terceira força econômica sazonal do Brasil.
As festas tradicionais dessa temporada só perdem para as datas como o Natal e a Black Friday, porém, com o torneio mundial, as vendas podem ter um aumento entre 10% a 20% em comparação com 2025. Enquanto há quatro anos, em 2022, o país movimentou cerca de 2 bilhões de reais na economia durante as comemorações de junho. Atualmente, para 2026, a expectativa econômica chega a aproximadamente 7 bilhões de reais, principalmente na região do nordeste do Brasil.
Toda essa movimentação econômica e cultural pode ativar em torno de 50 cadeias produtivas, incluindo o comércio de rua, agronegócio, turismo, hotelaria, transporte, eventos, serviços e até a indústria têxtil. Quésia Kamimura, economista, avaliou que a cultura é um setor eficiente, que causa geração de empregos, do comércio, além de ser um atrativo para turistas e também reforçar a identidade local.
“Há um aumento na geração de emprego e há uma movimentação em toda essa cadeia produtiva, considerando alimentos, bebidas, vestuário, a parte também de decoração, viagens possíveis que aconteçam, meios de hospedagem e toda essa cadeia produtiva também voltada ao turismo”, detalhou.
A mistura do verde e amarelo com as tradicionais decorações da festa junina atrai as pessoas na compra de decorações e adereços. Julia Leal, administradora de uma loja de tecidos, comentou sobre a procura e venda desses itens para as comemorações: “São mais vendidos os tecidos mais baratos, como chita, chita de poliéster, tricoline, xadrez de vários tipos ou oxford. As vendas têm sido bem baseadas na festa junina, só que voltadas para a copa. Tecidos verde e amarelo, como xadrez verde e amarelo ou na mesma estampa. A bandeira também para fazer blusas, saias, vários tipos de temas, só que com a Copa na festa junina.”
Segundo a economista, é importante pensar na movimentação do comércio para os produtores e vendedores, mas é interessante pensar também no bolso dos consumidores:
“Há uma variação, sim, muito grande nos preços. Nas pesquisas sobre o período, as estimativas variam em torno de 100% a 300% de diferença entre os estabelecimentos. Isso olhando para o Brasil, para os produtos típicos como os alimentos, por exemplo, a canjica, milho, os bolos e doces típicos, todos esses itens vão variar muito de estabelecimento para estabelecimento, tanto os ingredientes quanto os produtos prontos. Então, para as famílias, há algumas estratégias a pensar ao fazer festas, por exemplo, fazer com a comunidade ou família, de uma maneira que organize para que cada um leve um prato. Assim, pode machucar cada vez menos o bolso de cada pessoa”, completou a especialista.
“TJ Aparecida”, de segunda a sexta-feira, às 16h45
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