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O Advento da Misericórdia

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Mais uma vez chegamos à época de final de ano. Acabamos o Ano Litúrgico com o Domingo de Cristo Rei e agora, já em clima de ano novo no calendário da Igreja, nos preparamos para a primeira grande festa, o Natal do Senhor Jesus. Esse tempo de espera é chamado, como sabemos, Tempo do Advento e especialmente nesse ano começaremos a celebrar o Ano Santo da Misericórdia proclamado pelo Papa Francisco. Abrir-se-ão as Portas Santas das Basílicas em sinal de que a Igreja realmente quer abrir a suas portas para todos, para que o Amor de Deus possa chegar a cada um dos corações. 

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Todo esse contexto pode ser para nós um sinal de como viver esse advento de maneira especial. Qual acento espiritual podemos dar esse ano? Jesus é aquele que nasce, que vem de Deus para salvar a humanidade que anda perdida, longe do Senhor e “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai”, disse o Papa Francisco. Esse a quem esperamos que venha, é Aquele único que pode reconciliar os nossos corações com Deus, comigo mesmo, com os irmãos e com a natureza criada. Um primeiro passo importante para viver a misericórdia é acolher essa misericórdia que vem até nós, direto do Pai, pelo Espírito Santo, em Jesus nascido de Nossa Senhora. 

 

"Esse advento que começamos é um tempo especial de espera, já o sabemos, mas esse ano somos chamados a esperar de maneira diferente, com o acento específico da misericórdia. "

Continua o Papa: “Precisamos sempre contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro”. Vemos aqui a importância que ele dá a esse tema. De fato, seu lema papal fala também da misericórdia: “Miserando atque Eligendo (Com misericórdia, o elegeu)”. 

Normalmente, quando se fala de misericórdia, se lembra também da justiça. A justiça pode ser entendida como dar a cada um aquilo que lhe convêm. Isso é justo. A misericórdia vai além disso, não apaga a justiça mas a ultrapassa ela mostra como Deus se comporta com cada pecador “oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar”. Diz o Papa: "Se Deus se detivesse na justiça, deixaria de ser Deus; seria como todos os homens que clamam pelo respeito da lei. A justiça por si só não é suficiente, e a experiência mostra que, limitando-se a apelar para ela, corre-se o risco de a destruir. Por isso Deus, com a misericórdia e o perdão, passa além da justiça. Isto não significa desvalorizar a justiça ou torná-la supérflua. Antes pelo contrário! Quem erra, deve descontar a pena; só que isto não é o fim, mas o início da conversão, porque se experimenta a ternura do perdão”. 

Esse advento que começamos é um tempo especial de espera, já o sabemos, mas esse ano somos chamados a esperar de maneira diferente, com o acento específico da misericórdia. Nosso mundo precisa muito acolher esse dom de Deus e por isso o Papa pede nesse ano que se dê uma atenção especial a esse tema. Aproveitemos para acolher melhor o Senhor Jesus, rosto da misericórdia, em nossos corações, para poder também comunicá-lo às demais pessoas que estão longe e que precisam de um olhar misericordioso. 

Uma personagem importantíssima nessa espera é a jovem que está grávida. Nossa Senhora espera Jesus melhor do que ninguém e ela “entrou no santuário da misericórdia divina, porque participou intimamente no mistério do seu amor”. Peçamos a ela que nos guie com seu terno olhar, para que também nós possamos viver intensamente o amor de Deus e experimentar essa misericórdia divina.

João colunista assinatura


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