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Vaticano reconhece dois beatos e três veneráveis

Papa autoriza novos decretos no Vaticano e reconhece caminhos de santidade que impactam a Igreja Católica hoje. Saiba quem são os beatos e veneráveis.

Escrito por Redação A12

25 FEV 2026 - 11H27 (Atualizada em 25 FEV 2026 - 16H19)

Wikipedia

O Vaticano anunciou a promulgação de cinco novos Decretos do Dicastério das Causas dos Santos. A decisão foi autorizada pelo Papa Leão XIV durante audiência com o Cardeal Marcello Semeraro.

Dois religiosos serão beatificados. Outros três receberam o reconhecimento das virtudes heroicas e passam a ser veneráveis.

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Beato do Líbano: Béchara Abou-Mourad

Sacerdote da Ordem Basiliana do Santíssimo Salvador dos Melquitas, Béchara Abou-Mourad nasceu em 19 de maio de 1853, em Zahle, no Líbano. Batizado como Selim, ingressou ainda jovem no mosteiro basiliano de Saída.

Foi ordenado em 26 de dezembro de 1883. Atuou como formador no seminário menor e, depois, desenvolveu missão pastoral em Deir el Qamar. Sem igreja disponível, celebrava Missa nas casas dos fiéis. Com apoio do bispo e da comunidade, conseguiu erguer um templo.

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Destacou-se pela caridade e pela direção espiritual. Em 1922, já debilitado, foi transferido para a catedral melquita de Saída, onde serviu como confessor.

Morreu em 22 de fevereiro de 1930. A beatificação ocorre após o reconhecimento de um milagre atribuído à sua intercessão. Trata-se da cura de uma mulher diagnosticada em 1983 com “artrose com espondilolistese e hérnias avançadas de quarto grau”.

Em 2009, após rezar ao sacerdote durante uma noite de forte dor, ela voltou a caminhar no dia seguinte, sem auxílio e sem dor, passando a levar uma vida “perfeitamente saudável”.

Beatificação equipolente na França

Também será inscrito entre os beatos Gabriele Maria, batizado como Gilberto Nicolas. Nascido por volta de 1460, próximo a Riom, na França, integrou os Frades Menores Observantes. A beatificação é equipolente. O Papa confirmou o culto imemorial já existente.

Ordenado sacerdote, dedicou quase vinte anos ao ensino de Teologia Moral. Foi confidente de Joana de Valois, esposa repudiada do rei Luís XII da França.

Com ela, fundou em 1501 a Ordem da Anunciação da Bem-Aventurada Virgem Maria. Redigiu as Regras da nova família religiosa e a governou por três décadas.

Recebeu o nome de Gabriele Maria do Papa Leão X. Atuou em cargos de governo na família franciscana e publicou comentário à Regra de São Francisco. Morreu em 27 de agosto de 1532, em Rodez.

Após sua morte, o culto espontâneo cresceu ao longo dos séculos, com relatos de graças atribuídas à sua intercessão.

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Três novos veneráveis

Além das beatificações, três fiéis tiveram as virtudes heroicas reconhecidas:

Francesco Lombardi

Sacerdote italiano, nasceu em 24 de fevereiro de 1851, em Terzorio, na Ligúria. Foi pároco em Bussana por 47 anos.

Promoveu catequese, exercícios espirituais e a devoção ao Sagrado Coração de Jesus. Incentivava a oração constante e a adoração eucarística. Tornou-se referência espiritual para a comunidade local.

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Theophane, capuchinho da Índia

Nascido em 1913, em Kerala, foi batizado como Michael. Ingressou entre os capuchinhos e adotou o nome Theophane.

Reconhecido como pregador, era procurado por fiéis e religiosos. Viveu a pobreza franciscana com radicalidade. Alguns o compararam ao Padre Pio de Pietrelcina pela acolhida e pela oração intensa. Sua fama de santidade se consolidou após a morte.

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Fausto Gei, leigo de Brescia

Nascido em 1927, em Brescia, dedicou-se à evangelização dos doentes. Manteve vasta correspondência com enfermos, no chamado “apostolado da caneta”.

Devoto de Nossa Senhora, considerava o Rosário uma “arma indispensável para vencer o sofrimento”. Incentivava os doentes a assumirem papel ativo na vida da Igreja.

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Com os novos decretos, a Igreja reconhece trajetórias marcadas por serviço pastoral, vida de oração e compromisso missionário em diferentes contextos históricos e culturais.

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Fonte: Vatican News

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