Por Academia Marial Em Catequese

Tema do 9º dia da Novena de Nossa Senhora Aparecida – 2012

“Maria: Alegria de ser discípulo e missionário de Deus”

Tema do 9º dia da Novena de Nossa Senhora Aparecida – 2012Chegamos hoje ao nono dia da Novena da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição Aparecida. No decorrer destes dias fomos aprofundando o tema: “Com a Mãe Aparecida acolhemos Jesus, nossa alegria”. Ninguém melhor do que a Mãe para nos fazer participar da verdadeira alegria, que é o Seu Filho!

Se há muitas razões que alimentam a nossa alegria, nesta noite nos deparamos com a razão maior, primeira, a mais importante: a alegria de ser discípulo missionário de Jesus Cristo!

Nossos bispos, na Conferência de Aparecida, realizada e celebrada neste Santuário, afirmam: “Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria; segui-Lo é uma graça, e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher. Com os olhos iluminados pela luz de Jesus Cristo ressuscitado, podemos e queremos contemplar o mundo, a história, os nossos povos da América Latina e do Caribe, e cada um dos seus habitantes.” (DAp 18)

Das palavras dos nossos bispos compreendemos que a alegria que almejamos, nós a desfrutamos à medida que nos tornamos discípulos missionários de Jesus Cristo!

O texto evangélico que acabamos de ouvir nos fala da presença de Jesus no Templo de Jerusalém, aos doze anos, ouvindo e respondendo aos doutores da Lei. Podemos imaginar o encantamento que as palavras de Jesus despertaram nos corações dos mestres da Lei, versados na Escritura! Ao mesmo tempo, o texto nos fala da aflição de José e Maria que ansiosos buscavam o seu Filho, há três dias já longe deles. Mistério de dor e de alegria!

“Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria…” dizem os bispos. Ouvi-Lo, escutá-Lo, fazer-Lhe companhia e, a partir daí, sair pelos caminhos do mundo anunciando o Reino por Ele anunciado é a experiência mais profunda e intensa da alegria!

Há precisamente cinquenta anos atrás, o Beato João XXIII inaugurava o Concílio Ecumênico Vaticano II; e há vinte anos o Beato João Paulo II publicava o Catecismo da Igreja Católica, que compendia as verdades da fé, convidando a Igreja a fazer-se discípula missionária de Jesus Cristo. Dois acontecimentos importantes evocados hoje pelo Papa Bento XVI ao abrir, em Roma, solenemente, o ANO DA FÉ.

Trata-se de acontecimentos do passado e do presente que nos remetem à missão, que brota da fé. O Santo Padre Bento XVI na sua Mensagem para o Dia Mundial das Missões que deverá ocorrer no domingo 21 de outubro próximo, afirma: “Ao proclamar o Ano da Fé, escrevi que Cristo «hoje, como outrora, envia-nos pelas estradas do mundo para proclamar o seu Evangelho a todos os povos da terra» (Carta ap. Porta fidei, 7). E esta proclamação — como referia o Servo de Deus Paulo VI na Exortação apostolica Evangelii nuntiandi — «não é para a Igreja uma contribuição facultativa: é um dever que lhe incumbe, por mandato do Senhor Jesus, a fim de que os homens possam acreditar e ser salvos. Sim, esta mensagem é necessária; ela é única e não poderia ser substituída» (n. 5). Por conseguinte, temos necessidade de reaver o mesmo ímpeto apostólico das primeiras comunidades cristãs que, apesar de pequenas e indefesas, foram capazes, com o anúncio e o testemunho, de difundir o Evangelho por todo o mundo conhecido de então.”

A alegria evangélica está intimamente ligada à tarefa missionária, que Cristo confia aos Apóstolos e a todos os discípulos. Quanto maior nosso compromisso missionário, maior a nossa alegria.

Se por um lado a missão soa como desafio, por outro lado ressoa como alegria. Conscientes da nossa fé, comprometidos com o Evangelho, abertos aos sinais dos tempos, testemunhando Jesus Cristo percorrendo os caminhos do mundo, nos, hoje, como no passado, nos tornamos testemunhas da alegria.

0 mundo hoje é um mundo sedento de alegria! Vivemos num tempo onde não falta entretenimento e diversão. São hoje muitas as promessas de alegria, alegria efêmera, passageira, incapaz de preencher os corações e dar sentido a vida. No mundo que cultua a alegria consumista, vivemos tristes e muitas vezes deprimidos, necessitados de encontrar a alegria verdadeira, capaz de encher o coração de paz!

Olhando para a Mãe de Deus e nossa, a Senhora Aparecida, nós nos damos conta de que estamos diante de alguém que encontrou a verdadeira alegria. Mulher de Deus, de ouvidos atentos, capaz de conservar no coração as palavras do seu Filho e percorrer grandes distâncias para servir os que precisavam do seu socorro, Maria revela-se portadora e testemunha de alegria.

Apesar de toda dor que se viu muitas vezes cercada, Maria é a Mulher da alegria! Alegria que nasce da fé, da escuta e da partilha! Peregrina, missionária, testemunha do Reino, Maria nos ensina que a alegria é possível quando nos deixamos preencher pela palavra do seu Filho e quando nos dispomos a levá-la para aqueles e aquelas que ainda não a conhecem.

Hoje não são poucos os que vivem esta realidade: catequistas e lideres de comunidades, dirigentes de grupos de oração, agentes das mais diversas pastorais, membros de movimentos e novas comunidades, religiosos e religiosas, leigos e leigas comprometidos com a transformação do mundo com o fermento do Evangelho, ministros e ministras, padres e bispos, comprometidos com a Missão. Estão a proclamar neste mundo marcado pela tristeza e pela contradição que é possível a alegria.

A alegria não é mercadoria que se compra ou vende, não é privilégio para alguns, mas, ao contrário, e dom para todos os que tendo se encontrado com Jesus Cristo, são capazes de sentar-se aos seus pés para ouvi-Lo falar e, cativados por Ele, procuram em todas as ocasiões testemunhar e proclamar a boa noticia do Evangelho,

Nesta última noite da Novena da Rainha e Padroeira do Brasil, o convite é feito para cada um de nós: vamos desfrutar da verdadeira alegria que brota do compromisso com Jesus Cristo, Boa Nova do Pai, salvação para todos os que nele creem. Nossa Senhora nos toma pelas mãos e nos conduz ao seu Filho, repetindo-nos o que dissera aos noivos em Caná da Galileia: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,9). Em Jesus encontramos a verdadeira alegria.

Dom Milton Kenan Júnior

Bispo Auxiliar de São Paulo – SP

Região Episcopal Brasilândia

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