Por Academia Marial Em Catequese Atualizada em 24 JUN 2019 - 15H55

Viva São Pedro, Viva Nossa Senhora!

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Estátua de São pedro na Cidade do Vaticano

Neste mês, as famílias e as comunidades se encontram em torno das festas juninas. Lembramo-nos de Santo Antônio (dia 13), São João (dia 24) e São Pedro (dia 30). Vamos falar hoje sobre um deles: São Pedro. Você já pensou que ele e Maria, a mãe de Jesus, têm características semelhantes, e outras diferentes?

Pedro era pescador e se chamava Simão. Logo que começou sua missão, Jesus o chamou, junto com outros três companheiros de jornada (Mc 1,16-20). E eles, abandonando tudo, o seguiram. Tornaram-se “discípulos”, aprendizes do mestre Jesus. Pedro era homem decidido, falava as coisas com clareza e sinceridade. Mas era lento para compreender tudo o que Jesus lhe ensinava (Lc 9,45). Certa vez, Jesus perguntou quem ele era. Pedro respondeu com firmeza: “Você é o Cristo” (Mc 8,27-29)! E Jesus o parabenizou, por ter dito isso, inspirado por Deus (Mt 16,17). O mestre logo alertou que, se as coisas continuassem como estavam, ele deveria sofrer e até ser assassinado pelas autoridades judaicas. Então, Pedro “escorregou” na fé, e não aceitou isso de forma nenhuma. Como podia o ungido de Deus passar por tamanha provação? Em resposta Jesus o censurou, mostrando que tais pensamentos não eram de Deus (Mc 8,33). Esse homem corajoso teve seu momento de fraqueza. Com medo de ser condenado, Pedro negou a Jesus três vezes. Depois se arrependeu, e desatou a chorar ( Mc 14,66-72). Depois da ressurreição de Jesus, ele e os outros discípulos enfrentaram as autoridades judaicas, sabendo do risco que corriam. Quando lhes proibiram de falar ou ensinar em nome de Jesus. Pedro e João responderam: “Não podemos calar a respeito daquilo que vimos e ouvimos” (At 4,21). Juntamente com Paulo, ele se tornou a principal liderança na origem da Igreja

O caminho de Maria se cruza com o de Pedro. Como ele, Maria recebeu um chamado divino e respondeu com prontidão (Lc 1,28.38). Embora vivesse tão pertinho de Jesus, ela não compreendia logo tudo o que Jesus falava e fazia, como aconteceu no desencontro no Templo (Lc 2,50). Mas, Maria conservava os fatos no coração e meditava sobre o seu sentido (Lc 2, 51). Quando o filho se torna adulto e começa a anunciar o reino de Deus ela se faz discípula. Onde está a diferença em relação a Pedro? Na hora mais difícil da Cruz, Maria não fugiu. Enquanto Pedro era o líder da comunidade, Maria era a mãe (Jo 19,26) e guia, que recordava aos discípulos: “Façam tudo o que ele lhes disser” (Jo 2,5).

Ambos são exemplos de vida para nós. Pedro aprendeu com os acertos e erros e deu a volta por cima. Assim, animou e dirigiu a comunidade cristã. Maria não vacilou. Renovou constantemente o seu “sim” no correr da vida e como nossa mãe, acolhe-nos ternamente na Família de Jesus.

Irmão Afonso Murad, Marista, teólogo e professor

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