Revista de Aparecida

A Sucessão Apostólica dos Bispos na Igreja

Uma certeza da reflexão teológica cristã explica a perenidade da Igreja nos dois mil anos e mais de existência

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Escrito por Pe. Antonio Clayton Sant’Anna, C.Ss.R.

17 JUN 2026 - 09H32

Thiago Leon

A Doutrina, a coerência entre fé e vida, a presença moral e ética evangelizadora nos países e sua cultura, a fidelidade nas celebrações sacramentais. São enfoques do mistério da Igreja em sua identidade e dos membros em relação a Cristo, o Senhor. O Concílio Vaticano II discutiu à saciedade a instituição, a constituição hierárquica da Igreja e o múnus pastoral dos Bispos como Sucessores dos Apóstolos. Reflexão e partilha geraram dois documentos: Luz dos Povos (Lumen Gentium), sobre a Constituição dogmática da Igreja; e o Decreto: O Cristo, Senhor (Christus Dominus) sobre o poder e a missão dos Bispos. Firmou-se o consenso de que a Igreja é Sacramento universal da salvação. É a sua vocação, definida por Jesus na escolha e convite dos 12 apóstolos para conviverem com Ele, associados no anúncio do Reino de Deus. Na companhia do Mestre, ouvindo seu ensino e seguindo seu modo de vida, os chamados Apóstolos foram assimilando os objetivos messiânicos da Boa Notícia, ou seja, o Evangelho do Reino. Considerada em seu mistério divino-humano, a Igreja é inseparável de Jesus Cristo. É uma só e sempre a mesma desde o início e em todos os tempos. Ela vive a Páscoa do Senhor, da Encarnação, morte, ressurreição ao envio do Espírito Santo. Apóstolo é alguém chamado e enviado. Os Apóstolos receberam de Cristo o poder de presidir e dirigir as comunidades. Eles repassaram a sucessores sua missão e poder espiritual, traduzidos no Sacramento da Ordem, ou imposição das mãos. Isso implica em dirigir, cuidar e santificar o rebanho de Cristo como pastores. Passagens do Novo Testamento, escritos da Tradição e da reflexão teológica atestam a procedência da Sucessão Apostólica dos Bispos. Após a ressurreição do Mestre, o grupo dos Apóstolos teve a consciência de serem enviados, conforme o sentido da própria palavra: apóstolo (o enviado). Fundavam as comunidades e ordenavam seus dirigentes impondo-lhes as mãos: o sinal bíblico da transmissão de autoridade. Os dirigentes eram chamados Presbíteros, ou “Epíscopos” (bispos). O Bispo tem linha sucessiva dos apóstolos. Assim é mantida a transmissão do ofício e da autoridade apostólica da Igreja na unidade, comunhão de fé, doutrina e na caridade.

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