O Natal nos convida a ACOLHER o Deus Menino. Jesus é o Deus da vida plena, justa, digna e feliz. Ele é a revelação plena e definitiva de um Deus que ama profundamente o ser humano. Cristo fez-Se pobre, para nos enriquecer com sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9).
Celebrar o Natal em Família é acolher Jesus e comprometer-se com a dignidade da existência humana, fazendo ressoar em nossos ouvidos aquilo que o próprio Senhor diz de si mesmo: “eu vim para que tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).
Na origem da fé cristã está presente o protagonismo do próprio Jesus, o enviado do Pai. O Natal na Casa da Mãe Aparecida é festa de uma grande alegria, conforme anuncia o anjo do Senhor (Cf. Lc 2,10-12). O mistério da encarnação do Filho de Deus é um dos principais sinais do amor divino pelo ser humano.
Na sua grande obra, chamada Suma Teológica, Santo Tomás de Aquino explica o mistério de Jesus Cristo, Deus verdadeiro e homem verdadeiro. O Doutor Angélico começa seu estudo destacando a conveniência da encarnação: é por amor que Deus se revela. Quando veio a este mundo, Deus quis nascer do modo como todos nós um dia nascemos.
Acolhemos o Verbo de Deus que nasceu na periferia do mundo. Celebrar o Natal em família é amar os pobres, que habitam as periferias sociais ou existenciais do tempo presente. São Lucas escreve que, quando se completaram os dias da gestação, “Maria deu à luz seu filho primogênito; envolveu-o em faixas e o deitou num Presépio, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2,7).
São Paulo escreveu um belíssimo hino cristológico, todo ele dedicado a Jesus. Dirigindo-se aos colossenses, o Apóstolo das Nações deixa claro que Cristo, e apenas Ele, tem o primado absoluto na criação do mundo e na redenção humana (Cf. Cl 1,15-20).
O hino destaca que é em Cristo, por meio dele e para Ele que todas as coisas foram criadas. Cristo é o Senhor de toda a criação. Também por isso a antropologia teológica moderna lembra que Deus cria o mundo e o ser humano porque Ele próprio, em pessoa, é capaz de encarnar-se, assumindo nossa condição humana. A criação é a gramática da encarnação, ensinam os estudiosos da Bíblia.
O Natal deste ano coincide com o encerramento do Jubileu da Esperança. O Ano Santo de 2025 tem sido uma oportunidade para compreender que não precisamos ter medo: o mundo é de Deus. Queremos compreender a Palavra de Deus que se manifestou plenamente em Cristo Jesus. Ele é a imagem do Deus invisível, primogênito de toda criatura. Jesus Cristo é também o Eschaton, o último definitivo das nossas vidas.
Nosso Natal em família nunca será completo enquanto a porta do coração humano permanecer fechada, incapaz de acolher Jesus. Em nome do Santuário Nacional, dos Missionários Redentoristas e da Rede Aparecida de Comunicação, desejamos um Natal de Luz e de abundantes bênçãos de Deus para toda a sua família. Acolhamos Jesus, o Deus da vida!
Celebrar o Natal em Família é acolher Jesus e comprometer-se com a dignidade da existência humana!
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