Revista de Aparecida

Aparecida é um convite para rezar

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Escrito por Ir. Alan Patrick Zuccherato, C.Ss.R.

29 MAI 2026 - 07H00

Gustavo Marcelino

O dia do Turista é comemorado em 13 de junho no Brasil. Uma data para homenagear todos aqueles que gostam de descobrir novos lugares, culturas e experiências, colecionando momentos inesquecíveis. Diante dessa oportunidade vamos refletir sobre as peregrinações religiosas, destacando um dos grandes centros de devoção no país: Aparecida.

O peregrino parte do seu local de origem em busca de um encontro que lhe favoreça a comunhão com Deus. A dinâmica da vida nos recorda que estamos sempre a caminho. No início da História da Salvação, o povo de Deus foi descobrindo quais eram os caminhos que conduziam à vida. No livro do Êxodo 13,21 lemos: “o Senhor ia à frente deles, de dia, numa coluna de nuvem, para guiá-los pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para iluminá-los, a fim de que pudessem caminhar de dia e de noite”; isso garante a certeza da presença e da proteção divina.

O Papa Francisco, em sua Carta Apostólica sobre o Santuário (Sanctuarium in Ecclesia), diz desse lugar santo, espaço de Deus, casa da profissão de fé que tem um grande valor evangelizador e cujas portas estão abertas para acolher a todos.

Aparecida tanto atrai porque tem uma profunda mensagem e recado de Deus em sua história. A Providência Divina se manifestou e se refere a todos e a tudo que faz parte da “História Sagrada” de Aparecida: o rio, os pescadores, as redes, a imagem, as casas onde a imagem permaneceu, os oratórios, as igrejas, a Basílica Histórica, o Novo Santuário, as pessoas, os milhares de peregrinos que visitam Nossa Senhora.

Atraídos por Nossa Senhora e motivados pela fé, os romeiros renovam sua comunhão com Deus e com os irmãos, o fortalecimento na fé, refazem as forças para a vida, buscam a cura para suas enfermidades, paz para o coração, a esperança e a reconciliação. Ao retornarem voltam mais comprometidos e partilhando as graças recebidas. De simples turistas temos um profundo encontro com Deus e experimentamos a consolação, a ternura materna de Maria na Capital Mariana da Fé.

Que a oração do salmista seja a nossa e a alegria de sermos todos Romeiros da Senhora Aparecida: “recordo saudoso o tempo em que ia com o povo. Peregrino e feliz caminhando para a casa de Deus, entre gritos, louvor e alegria da multidão jubilosa”.

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