Revista de Aparecida

Capela de Nossa Senhora Aparecida fomenta devoção no interior do Paraná

Em Reianópolis, devotos mantêm viva a fé na Padroeira do Brasil por meio da oração e de uma tradicional festa em sua homenagem

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Escrito por Matheus Azevedo

30 OUT 2026 - 12H00 (Atualizada em 30 OUT 2026 - 17H00)

Victor Hugo Barros

Distante 548 km da Terra da Padroeira, a Comunidade Nossa Senhora Aparecida, no distrito rural de Reianópolis, em Sengés (PR), surgiu em 1950, com a chegada das primeiras famílias ao bairro. Em pequenos grupos, os moradores edificaram, em 1960, o templo. Com pouco mais de 900 habitantes, a localidade mantém viva a devoção à Padroeira do Brasil.

Na capela, os moradores vivenciam uma rotina de oração e piedade popular em torno de Nossa Senhora Aparecida. “O nosso povo tem essa sintonia, essa proximidade com Nossa Senhora nesse sentido de ser mãe, de confiar nela como uma verdadeira mãe”, destaca o Padre Giovanni Silva, pároco da Paróquia São Pedro, em Sengés, e responsável pela Comunidade Nossa Senhora Aparecida.

Os moradores da região relembram como nasceu a comunidade no interior do Paraná. “A gente vinha de longe aqui pela oração em Nossa Senhora Aparecida, que a gente tinha devoção. Minha mãe era muito devota de Nossa Senhora e eu continuei nessa luta que eu fui criada. E, quando eu vim na missa a primeira vez, que eu era criança, a missa que eu assistia era feita com a rama de coqueiro, ali em frente da Igreja, tinha muita gente”, relembra a membro da Família dos Devotos e moradora local, Donária Pinheiro.

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A demonstração de fé em Nossa Senhora Aparecida reúne o distrito e também toda a cidade de Sengés, unindo moradores da região. “Temos uma grande festa que engloba o sentido religioso, com a novena preparatória. No dia 12 de outubro, uma caminhada que sai da cidade de Sengés em direção a Reianópolis, cerca de 18 quilômetros de estrada de chão. A Santa Missa, celebrando a solenidade, a coroação de Nossa Senhora”, conta o Padre Giovanni Silva.

Em sintonia com Aparecida (SP), os devotos também relatam sua relação próxima com a Basílica dedicada à Virgem Maria. “A minha devoção particular, o início vem com a minha família, com a minha mãe, especificamente, que me recordo uma lembrança que é muito clara (...) na época não tinha televisão, mas tinha o rádio e que ela ouvia o programa do Padre Vítor, todo dia (...) três horas que tinha bênção, então ela colocava lá a água para ser abençoada (...) então eu cresci vendo essa devoção da minha mãe”, conta a membro da Família dos Devotos Sandra Souza.

“Amem Nossa Senhora de coração, que ela nos leva ao céu através da devoção através do terço e das devoções (...) ser devoto de Nossa Senhora vale a pena e muito. Que todos busquem com amor”, pontua a membro da Família dos Devotos, Irene Pinheiro.

Matheus Azevedo Matheus Azevedo

Maria, intercessora das vocações

Nessa mesma comunidade, no interior do Paraná, Maria, Mãe das vocações, chamou um de seus filhos: o arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antonio. O chamado ao sacerdócio nasceu na igreja dedicada à Padroeira. Nela, ele foi batizado, fez a Primeira Eucaristia e foi ordenado sacerdote, em 1991.

“Foi aqui na porta da nossa casa, na igreja. Foi muito gratificante, porque estavam a vó e eu. Uma levou a túnica e a outra a estola. E, pra mim, essa é uma emoção contínua”, relembra a mãe de Dom Mário, Maria Sélia Silva.

Para a ocasião, a igreja local precisou ser ampliada para acomodar todos os que chegaram para acompanhar a ordenação do jovem Mário Antonio. “A igreja aqui era pequena naquele tempo, nós fizemos um ‘empalizado’ (espécie de cobertura) fora da igreja para fazer a celebração dele e, encheu de gente, de parentes, amigos e conhecidos”, conta o pai de Dom Mário, Francisco Lucídio Silva.

Trinta e cinco anos depois, Dom Mário Antonio foi chamado para uma missão ainda mais especial: ser o sexto arcebispo de Aparecida. Devoto da Padroeira do Brasil desde a infância, ele continua sua caminhada evangelizadora no maior templo dedicado à Virgem Maria.

“Pra mim, o que mais marca nele é que ele começou na Capela de Nossa Senhora Aparecida e voltou em Nossa Senhora Aparecida. Eu vejo que Nossa Senhora que está ao lado dele, sempre. E, ele escolheu Nossa Senhora para ser a guia dele”, conclui o amigo de Dom Mário, José Dionísio de Queiroz.

Família dos Devotos

É graças à fiel generosidade de tantos membros da Família dos Devotos que conseguimos alcançar cada vez mais corações com a devoção a Nossa Senhora Aparecida. Se você ainda não faz parte desta missão, faça parte da Família dos Devotos. Ligue para 0300 2 10 12 10 ou acesse A12.com/familiadosdevotos.

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