Por Victor Hugo Barros Em Revista de Aparecida

Com Maria, em comunidade, conhecer e praticar a Palavra!

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Em outubro de 1717, a Mãe de Deus e nossa “marcou um encontro singular com a gente brasileira” (Homilia de São João Paulo II em Aparecida, 04 de julho de 1980). O cenário deste prodígio é simples: três pescadores, que no rio Paraíba do Sul encontram a pequena Imagem de Nossa Senhora. A invocam “Aparecida”, por ter-se deixado encontrar nas redes daqueles pobres homens. Desde então, todos os dias, milhares de romeiros acorrem ao seu Trono, de onde a Virgem parece “sorrir compassiva a todos os infelizes que a invocam e a quem jamais negou consolação e esperança” (Augusto Emílio Zaluar, 1860).

Quem observa atentamente a Imagem, hoje conservada no interior da grande Basílica, logo nota suas mãos unidas em oração. Elas são, ao mesmo tempo, um convite à oração e um sinal que aponta para o céu, recordando o convite feito pela Santa Mãe nas Bodas de Caná: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2,5). Aparecida é um convite para conhecer e praticar a Palavra de Deus, como nos recorda o tema proposto pela Novena e Festa da Padroeira de 2026.

Com Maria, “queremos ver Jesus” (Jo 12,21), “o Verbo (que) se fez carne e veio morar no meio de nós” (Jo 1,14) por meio do “sim” da Serva do Senhor. É ela a “Virgem que sabe ouvir, que acolhe a Palavra de Deus com fé” (Marialis Cultus, 17). Ela também nos convida a ouvir a Palavra de Deus e a observar (cf. Lc 11,28), como “discurso de Deus consignado por escrito sob a inspiração do Espírito Santo” (CIC, 81).

Em comunidade somos capazes de verdadeiramente acolher a Bíblia. Apenas sob a guia da “Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3,15) que a Palavra de Deus pode ser verdadeiramente compreendida. Não a partir do livre exame das Escrituras – como apregoam falsas ideias - mas daquilo que a Igreja, amparada pela Sagrada Tradição, interpreta pelos séculos. Já em seu tempo, Santo Agostinho dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho se a isso não me movesse a autoridade da Igreja Católica”. Essa também deve ser a exclamação de todo aquele que deseja, verdadeiramente, compreender a Sagrada Escritura.

Conhecer e praticar a Palavra é um dos grandes desafios na atualidade. A leitura da Bíblia é um ato de “encontro no qual Deus continua a falar aos homens e mulheres de todos os tempos, para que, ao ouvi-Lo, possam conhecê-Lo e amá-Lo” (Leão XIV, Audiência Geral de 04 de fevereiro de 2026). Sua vivência diária na realidade de cada batizado “leva-os a agir como testemunhas do Evangelho e das obrigações dele decorrentes” (CIC, 247).

A Revista de Aparecida deste mês o convida a redescobrir a Bíblia. Esta edição conta com textos escritos pelos pregadores da Novena e Festa da Padroeira, aprofundando a mensagem proclamada no Altar da Basílica de Nossa Senhora.

Celebremos com alegria a Padroeira do Brasil!

Viva a Senhora Aparecida!

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