Prepare-se: o Terço das Mulheres está chegando!

Dias:
:
Horas:
:
Min:
:
Seg:
Por Victor Hugo Barros Em Revista de Aparecida Atualizada em 02 MAR 2026 - 12H20

Conheça Dom Mário Antônio, novo arcebispo de Aparecida

Aos 59 anos, prelado já foi professor e reitor de Seminário, além de exercer o ministério episcopal em três localidades


Arquidiocese de Cuiabá Arquidiocese de Cuiabá Dom Mário Antônio da Silva, arcebispo eleito de Aparecida

Nomeado pelo Papa Leão XIV como novo arcebispo de Aparecida, nesta segunda-feira (02), Dom Mário Antônio da Silva possui uma trajetória de dedicação à Igreja Católica. Conhecido por sua presença pastoral e defesa dos mais vulneráveis, o religioso de 59 anos foi escolhido pelo pontífice como sexto arcebispo da Arquidiocese de Aparecida, onde deve tomar posse em até dois meses.

Paulista de Itararé (SP), Dom Mário nasceu em 17 de outubro de 1966. Cresceu em uma comunidade que tinha como padroeira Nossa Senhora Aparecida. Seus pais, Francisco Lucídio da Silva e Maria Célia de Souza e Silva, ensinaram desde cedo a fé católica a seu filho, despertando a vocação religiosa.

Ainda jovem, ingressou no Seminário Maior Divino Mestre, da Diocese de Jacarezinho, no Paraná. Realizou ainda um mestrado em Teologia Moral, na Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, na Itália.

Recebeu a ordenação diaconal em 02 de fevereiro de 1991. Em 21 de dezembro de 1991, aos 25 anos, foi ordenado sacerdote na Diocese de Jacarezinho.



Acervo pessoal Acervo pessoal Ordenação Sacerdotal de Dom Mário Antônio, em 1991

Ministério presbiteral

Como padre, se dedicou intensamente ao trabalho pastoral. Entre as atividades exercidas no território diocesano, esteve a de diretor espiritual do Seminário Menor e Maior de Jacarezinho, reitor do Seminário Maior Divino Mestre - onde também foi professor de Teologia Moral - e coordenador da ação evangelizadora da Diocese. Coordenou também a pastoral vocacional local.

Foi professor de ética filosófica e orientador geral e espiritual da Comunidade Feminina de Assistência a Dependentes de Drogas em Jacarezinho. Exerceu ainda o ministério sacerdotal como chanceler da mesma Igreja Particular, responsável por redigir, autenticar, despachar e arquivar documentos oficiais.


CNBB CNBB Ordenação Episcopal de Dom Mário Antônio, em 2010

Ordenação episcopal

Em 09 de junho de 2010, foi nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Manaus, no Amazonas, e titular de Arena. Escolheu, como lema de seu ministério, Testificari et ministrare” - “Testemunhar e servir”.

Em 20 de agosto do mesmo ano, recebeu a ordenação episcopal na Catedral Imaculada Conceição, em Jacarezinho. A cerimônia de sagração contou com a participação de 13 Bispos, aproximadamente 120 padres, além de membros da vida religiosa e seminaristas.


Bispo auxiliar de Manaus

Em Manaus, Dom Mário iniciou seu ministério episcopal no dia 12 de setembro de 2010. Como quarto bispo auxiliar da história da Arquidiocese, trabalhou no fortalecimento das comunidades e na defesa da população amazônica. Com forte presença junto ao povo, se destacou pela sua preocupação pelas pessoas em situação de vulnerabilidade social.


Vatican Media Vatican Media Dom Mario celebra no Tumulo de São Pedro, no Vaticano


Bispo de Roraima

Seu trabalho junto aos mais frágeis também marcou sua passagem pela Diocese de Roraima, onde permaneceu pouco mais de cinco anos. Nomeado em 22 de junho de 2016, tomou posse em 18 de setembro do mesmo ano.

Sua atuação foi fortemente marcada pelo trabalho com os migrantes e refugiados venezuelanos. Como sexto bispo da localidade, organizou trabalho de acolhida emergencial aos deslocados, que fugiram da crise política, econômica e social na Venezuela. Segundo dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM), até abril de 2022, o Brasil recebeu cerca de 345 mil venezuelanos. Destes, 78% entraram pelo estado de Roraima, o que motivou uma resposta humanitária por meio da Diocese local.

Outra marca de seu ministério episcopal em Roraima foi a atuação junto aos povos indígenas. Como bispo, procurou visitar as missões mantidas pela Igreja junto aos indígenas, convivendo com eles não apenas nas celebrações, mas também em outras oportunidades. Ganhou destaque também sua defesa da vida junto a estes povos, chamando a atenção para a necessidade de um cuidado desde a concepção até a morte natural.


Diocese de Roraima Diocese de Roraima Dom Mário Antônio da Silva, após celebração da Crisma em comunidade indígena de Roraima


Conferência Episcopal

Em 2015, foi eleito presidente do Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende o estado de Roraima e o Norte do Amazonas. A missão foi exercida durante quatro anos.

Durante a 57ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em 06 de maio de 2019, Dom Mário foi eleito segundo vice-presidente da CNBB. O ofício na presidência da Conferência Episcopal seguiu até 2023.


Vatican Media Vatican Media Dom Mário Antônio (esq.) com a presidência da CNBB junto ao Papa Francisco


Arcebispo de Cuiabá

Em 23 de fevereiro de 2022, Dom Mário Antônio foi nomeado arcebispo da Arquidiocese de Cuiabá. Tomou posse em 1º de maio de 2022, na Catedral Basílica Bom Jesus.

No território arquidiocesano, o religioso trabalhou na formação de lideranças leigas e na ação social, com inspiração na Doutrina Social da Igreja. Seu pastoreio foi marcado pela proximidade com as comunidades, sobretudo as mais vulneráveis e pela promoção da vida humana.

Durante seu episcopado em Cuiabá, o prelado foi nomeado administrador apostólico da Diocese de Primavera do Leste - Paranatinga. Ele exerceu esta missão de 07 de junho de 2023 a 03 de dezembro do mesmo ano, quando tomou posse Dom João Aparecido Bergamasco. Durante o período, continuou a governar a Arquidiocese da capital mato-grossense.

O religioso permaneceu na Cátedra da Arquidiocese de Cuiabá até o dia 02 de março, quando foi transferido para a Arquidiocese de Aparecida. Dom Mário Antônio sucederá Dom Orlando Brandes na condução da Arquidiocese da Padroeira do Brasil.


Thiago Leon Thiago Leon


Trabalho com os vulneráveis

Desde 2020, o religioso é presidente da Cáritas Brasileira. A entidade, ligada à CNBB, é o braço de caridade da Igreja Católica, desenvolvendo trabalhos em defesa da vida, com especial atenção a pessoas em situação de vulnerabilidade e exclusão social.

Presente no Brasil há mais de 70 anos, a entidade conta, atualmente, com 15 mil voluntários. Os recursos provêm de doações de fiéis, que auxiliam na acolhida a quem mais precisa.

Mesmo com a transferência para Aparecida, o bispo continuará na presidência da Cáritas até 2027, quando termina seu segundo mandato à frente da instituição.

Na Terra da Padroeira do Brasil, o prelado vai incrementar ainda mais o trabalho social exercido por ele. Só o Santuário Nacional, Catedral da Arquidiocese de Aparecida, mantém 21 projetos e obras sociais, além de convênios filantrópicos. Ao todo, 94 mil pessoas são atendidas anualmente pelo serviço caritativo do maior templo mariano do mundo.

Toda a estrutura de amparo e acolhida às pessoas em situação de vulnerabilidade social é mantida pela Família dos Devotos. A iniciativa reúne fiéis do Brasil e do exterior que realizam doações ao Santuário Nacional. Mensalmente, o arcebispo de Aparecida se comunica com os benfeitores, por meio da carta do Arcebispo, enviada junto à Revista de Aparecida para todos os estados do Brasil e outros 34 países.

Cadastre-se na Família dos Devotos e ajude as obras sociais do Santuário Nacional

2 Comentários

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Carregando ...

Reportar erro!

Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Victor Hugo Barros, em Revista de Aparecida

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.

Carregando ...