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Revista de Aparecida

Deus não se cansa de nós

Escrito por Ir. Alan Patrick Zuccherato, C.Ss.R.

27 FEV 2026 - 07H00 (Atualizada em 27 FEV 2026 - 10H34)

Wikimedia Commons

Estamos vivendo a Quaresma e caminhando com esperança rumo à Páscoa da vida nova. É um tempo de graça em que o deserto volta a ser, como anuncia o Profeta Oséias, o lugar do primeiro amor. Somos transformados pelo amor misericordioso de Deus.

A espiritualidade quaresmal é uma peregrinação para dentro do coração, é uma experiência de fraternidade, é um chamado à alegria da conversão, que dependerá de como aproveitamos a oportunidade de frequentarmos essa escola que nos torna discípulos do Crucificado para progredirmos no conhecimento de Jesus Cristo, configurando-nos a Ele. A oração, o jejum e a penitência nos ajudam nesse movimento de abertura, de esvaziamento, são remédios que nos libertam, purificam nossas faltas, quebram nosso orgulho. Por ser um tempo especial de graça e salvação, recebemos forças para superar o apego às coisas e às pessoas.

Somos convidados à prática da Penitência, fiéis à Palavra do Senhor: “rasgai o coração, e não as vestes” (Jl 2,13). Com a penitência, reparamos nossos pecados e os dos outros, corrigimos nossos vícios, nos tornamos mais humanos e podemos ser solidários. A penitência purifica o coração, melhora a comunicação com o próximo e nos faz mais compassivos. A melhor penitência é o amor fraterno. Para tanto, precisamos muito amar, muito crer, muito meditar muito e agir. À medida em que nos colocamos à escuta Dele que nos fala: “o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor” (1Jo 4,18).

Num desejo de renovação e restauração, podemos propor algumas penitências que somente serão saudáveis na lógica do amor que deve permear cada uma de nossas ações e nos faz recomeçar sempre, retomar o primeiro amor. Por exemplo: vamos realizar gestos de reconciliação, pelo perdão, por meio de visitas; fazer a cada dia o exame de consciência; aceitar o sofrimento e oferecê-lo para a salvação do mundo; conservar a serenidade nas humilhações; carregar com prontidão a cruz de cada dia; desarmar a memória, os corações e nossos pensamentos.

Enquanto esperamos com alegria a festa da Páscoa, a festa da vida, não deixemos este tempo passar em vão. A Quaresma não é tristeza, é decisão de vida. Não é rosto fechado, melancolia, senso de culpa. O Senhor nos dá forças para vencermos: nossas feridas são curadas, os laços do mal são desfeitos, nossos corações vacilantes recebem orientação, segurança e paz.

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