O arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antonio da Silva, visitou na quarta-feira (20), as Obras Sociais do Santuário Nacional. O religioso foi acompanhado pelo reitor do Santuário Nacional, padre Eduardo Catalfo, C.Ss.R., o administrador, padre Fábio Evaristo, C.Ss.R., e o ecônomo adjunto, padre Adam Rapala, C.Ss.R. Ao longo do dia, o prelado esteve em diversas iniciativas que promovem vida e dignidade para moradores de Aparecida e região.
"Fico edificado de estar aqui nestes projetos e de saber que tanta gente vem passando anos e anos recebendo o melhor", exclama o arcebispo.
Fostes me visitar
O primeiro local a contar com a presença do pastor da Arquidiocese da Padroeira do Brasil foi o Lar Nossa Senhora Aparecida. As 47 idosas residentes no espaço, mantido graças a ajuda da Família dos Devotos, acolheram com alegria a chegada do religioso.
"Obrigada pela visita. Fiquei contente", exclamou Sebastiana Osório, de 96 anos. A idosa foi a primeira a recepcionar o prelado, na sala onde outras residentes saudaram o ilustre visitante.
Durante o encontro, Adelaide Mazotti, de 92 anos, surpreendeu Dom Mário. "O senhor se lembra do padre Antônio de Pádua? Ele é meu sobrinho" perguntou a atendida. "Ele estudou comigo", se recordou o arcebispo.
Na visita, Dom Mário pôde ainda conhecer outras histórias. Entre elas, a de Jacira Maria Ribeiro. A moradora do Lar tem a sua vida entrelaçada com a construção do Santuário de Aparecida. "Fui funcionária da Basílica", confidenciou ao arcebispo. "Meu tio, meu pai, enfim, a família toda", relata Jaciara.
Deficiente visual, Maria de Lourdes Antunes continua ativa. A idosa só parou de fazer seu crochê, uma capa para celular, para saudar o arcebispo. "Eu aprendi a fazer (artesanato) foi aqui. Eu não sabia fazer crochê não. Foi Nossa Senhora que me pôs aqui".
Não só as moradoras ficaram felizes com a visita do arcebispo, mas também as colaboradoras e as Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que dirigem o Lar. Foi a fundadora delas, Santa Paulina, quem deu origem, há mais de 100 anos, ao espaço.
Deixai vir a mim as criancinhas
A vida religiosa feminina também é responsável por oferecer oportunidade de vida mais digna para centenas de acolhidos na Casa do Pequeno. O espaço é cuidado pelas Irmãs de Santa Catarina de Alexandria e também foi visitado pelo arcebispo.
"É um projeto encantador e desafiador", define Irmã Zuleide. A religiosa está à frente dos trabalhos, coordenando as atividades exercidas na Casa.
No espaço, a acolhida a Dom Mário foi feita pelos adolescentes e crianças atendidos pela Obra Social. Um dos pontos altos aconteceu durante um encontro na quadra do espaço, para a tradicional oração que diariamente abre os trabalhos no local. Cumprimentado individualmente cada jovem, o arcebispo realizou uma breve catequese com direito a dinâmica e brincadeiras com as crianças. Em sua fala, explicou sobre a sucessão apostólica e os convidou a rezarem por eles e suas famílias, além de convidar os adolescentes a refletir sobre escolhas futuras.
"Muito obrigado pela acolhida a todos vocês desta obra, que é obra de vida", saudou Dom Mário. "Vocês já pensaram sobre a vocação de vocês?" O arcebispo alertou ainda sobre os perigos do uso de drogas, recordando que "a vida é o dom de Deus que nós recebemos através do papai e da mamãe. É um dom valioso que devemos cultivar", disse.
"A evangelização acontece também quando a gente cuida da saúde, da educação, quando acompanha o crescimento físico e também espiritual. O próprio Jesus, quando acolhia as crianças, olhava para elas para que elas crescessem na graça e na sabedoria. Que a Casa do Pequeno continue sendo o acolhimento de Jesus. E por que não a ternura da Mãe de Jesus e nossa também para seus familiares”, recordou o pastor arquidiocesano.
Após o encontro geral, o religioso fez questão de passar por todas as instalações do edifício, reformado recentemente graças a ajuda da Família dos Devotos. Em uma das salas, foi recepcionado e apresentado à oficina pelos próprios jovens aprendizes que compõem o projeto.
O momento emocionou João Vinicius de Souza, 16 anos. O adolescente guiou Dom Mário pela sala, demonstrando na prática o aprendizado recebido no projeto. "Para mim é gratificante, porque é uma das várias oportunidades que Deus nos dá. Nós, que viemos do pouco, podermos presenciar essa visita é uma grande honra para todos nós", conta João.
A visita aconteceu sob os olhos atentos dos colegas e do instrutor, que não escondia seu orgulho em observar a atenção do arcebispo na explicação do jovem. "Esta casa passa a ser uma casa referencial para eles. Assim como cada instrutor, cada referencial na sua área, para aquelas crianças", contextualiza Irmã Zuleide.
"É um trabalho de semeadura, de confiança, para um processo de vida que se prolonga a vida toda da pessoa", concorda o religioso. "Cada criança, cada adolescente, leva aquilo que recebe daqui não só para si, mas para a família e para a escola em que estuda", completa o arcebispo.
No ritmo de uma vida melhor
A visita de Dom Mário às Obras Sociais foi encerrada com música. Os atendidos pelo Projeto de Educação Musical do Santuário de Aparecida (PEMSA) receberam com cânticos e acordes o sexto arcebispo de Aparecida.
A iniciativa, que se utiliza da música para educar crianças e jovens, foi o último local a ser visitado pelo religioso, que parecia não estar cansado mesmo após um dia intenso de encontros. Ali, os participantes das oficinas musicais deram o tom da acolhida apresentando as habilidades adquiridas no Projeto.
"Com a vista de Dom Mário nas obras e projetos sociais, temos mais esperança. Foi também uma oportunidade única, onde pudemos perceber o cuidado espiritual com todos os usuários que aqui participam. Foi muito gratificante estar com ele durante todo o dia junto a nossas iniciativas sociais", avalia a gerente do Serviço Social do Santuário Nacional, Any Renata.
A alegria não foi apenas de quem recebeu a visita, mas também de quem visitou. Ao encerrar o encontro com as Obras Sociais do Santuário, Dom Mário Antonio destacou a alegria em poder conhecer de perto a transformação de vidas realizada pelos projetos mantidos pelo Santuário Nacional.
"Obras sociais como essas são uma experiência atual na vida de quem oferece e de quem recebe a ajuda. Isso é uma página viva do evangelho que continua sendo escrita por nós ainda hoje", finaliza o prelado.
Ajude as Obras Sociais do Santuário Nacional
As obras e projetos sociais do Santuário Nacional são mantidas graças a ajuda da Família dos Devotos. Você pode ajudar a Casa da Mãe Aparecida a transformar vidas. Faça seu cadastro clicando aqui.
Veja mais fotos da visita de Dom Mário Antonio nas Obras Sociais do Santuário Nacional de Aparecida
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