Deus fizera aliança com Noé e descendentes (Gn 9,8-9), então também com Abrão (11,10-26), seu descendente através de Sem, um dos filhos de Noé (Gn 5,32).
Mas, Deus diz a Abrão: “Sai de tua terra, de tua família e da casa de teu pai, e vai para a terra que te mostrarei. “Farei de ti uma grande nação e te abençoarei; engrandecerei teu nome e tu serás uma bênção... “Em ti serão abençoadas todas as famílias da terra” (12,1-3).
Bênção e promessa de descendência: “farei de ti uma grande nação”. Mas Abrão diz a Javé: “Não me destes descendência e é um escravo nascido em minha casa que será meu herdeiro” (15,3). Deus responde: “alguém nascido de ti é que será teu herdeiro” (v.4b). E ainda promete terra: “Eu sou Javé que te fiz sair de Ur dos caldeus para te dar esta terra como propriedade” (v.7).
Abrão pede uma garantia (v.8). Por ordem divina, toma uma novilha, uma cabra, um carneiro de três anos, “cortou-os pelo meio e colocou cada metade uma diante da outra”. “Quando o sol se pôs e escureceu, um braseiro fumegante, ou seja, uma tocha acesa passou no meio dos animais cortados. “Naquele dia Javé fez aliança com Abrão” (v.9.10.17-18a).
Deus, “braseiro fumegante”, “tocha acesa”, “passou no meio dos animais cortados”. Sangue é símbolo da vida. Pisando o sangue dos animais, Deus fazia essa aliança ao preço de Sua própria vida, garantindo o que prometera.
Deus esperava que Abrão também passasse entre os animais cortados, se comprometesse como Ele e com Ele, ao preço do próprio sangue. É o que espera também de nós. Mas, espera, o amor nada exige, é gratuito: “se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo” (2Tm 2,13).
Jesus, descendência de Abrão, sela aliança, mas em Seu sangue. E Ele e Seus seguidores terão a patriarcal bênção de serem essa bênção para “todas as famílias da terra”!
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