Com a morte do Papa Francisco no último dia 21 de abril, a Igreja entra no período conhecido como Sé Vacante - do Trono vazio. Sem um pontífice na Cátedra de Pedro, “o governo da Igreja está confiado ao Colégio dos Cardeais, mas somente para o despacho dos assuntos ordinários ou inadiáveis” (Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, 2).
Também a eles cabe o dever de eleger um novo Bispo para Roma, um novo pontífice para a Igreja. O rito para a escolha, chamado de Conclave, começa no próximo dia 07 de maio no Vaticano. Antes disso, cardeais eleitores e não eleitores se reúnem para debater os desafios da Igreja e traçar o perfil do novo pontífice nas chamadas Congregações Gerais.
Esta é apenas uma das atribuições dos purpurados. Conheça outras funções desempenhadas pelos cardeais e curiosidades do Colégio Cardinalício.

Quantos Cardeais existem?
Atualmente, o Colégio é composto por 252 Cardeais. Este número é composto por eleitores e não eleitores.
Como está organizado o Colégio de Cardeais?
O Colégio Cardinalício está dividido em três ordens:
Habitualmente, os membros da Cúria Romana - que auxiliam diretamente o Santo Padre na administração da Igreja - são criados cardeais-diáconos. Já os cardeais que guiam as Dioceses e Arquidioceses espalhadas pelo mundo, são criados cardeais-presbíteros. Já a ordem dos cardeais-bispos é composta por cardeais que desempenham altas funções no governo da Igreja e patriarcas das Igrejas Católicas Orientais.

Quais as funções de um cardeal?
Além de eleger o Papa, os Cardeais também possuem outras atribuições na Igreja Católica. “Os Cardeais também assistem ao Romano Pontífice quer agindo colegialmente, quando forem convocados para tratar em comum dos assuntos de maior importância, quer individualmente, nos vários ofícios que desempenham, prestando auxílio ao Romano Pontífice na solicitude quotidiana da Igreja universal” (Código de Direito Canônico, capítulo II, cânon 349).
Quando alguém passa a ser cardeal?
A cerimônia que confere a um clérigo o título do cardinalato é chamado de Consistório Ordinário Público para a Criação de novos cardeais. Neste encontro, habitualmente realizado na Basílica de São Pedro, o Papa impõe o barrete vermelho sobre o eleito, entrega para ele o anel cardinalício e o título de uma das igrejas de Roma, chamadas de diaconias.

O Papa pode nomear um cardeal em segredo?
O pontífice pode conceder a alguém a dignidade cardinalícia sem anunciar publicamente e nem mesmo ao Colégio dos Cardeais. Este tipo de nomeação é chamado, na Igreja, de in pectore - no peito. É utilizada para reconhecer o trabalho de clérigos que, muitas vezes por motivos políticos ou sociais, não podem ser nomeados publicamente, sob possibilidade de pena em suas realidades.
A prática surgiu no século XVI e nem sempre é usada pelos papas, que a adotam com uma frequência cada vez menor na atualidade. O último a usar a antiga prática foi São João Paulo II, que nomeou quatro Cardeais in pectore. Destes, apenas três foram relevados: Ignatius Kung Pin-mei, nomeado em 1979 e publicado em 1991; Marian Jaworski e Janis Pujats, nomeados em 1998 e publicados em 2001. O mesmo pontífice nomeou, em 2003, outro cardeal in pectore, mas seu nome não foi revelado.
Quando um Papa morre sem ter revelado o nome do cardeal in pectore que havia nomeado, a nomeação expira no momento da morte do Papa. Isto porque o nomeado sem publicação não fica obrigado “a nenhum dever dos Cardeais nem goza de nenhum dos seus direitos; a partir da publicação do seu nome pelo Romano Pontífice, fica obrigada aos mesmos deveres e usufrui dos mesmos direitos, mas goza do direito de precedência desde o dia da reserva in pectore” (Código de Direito Canônico, capítulo II, cânon 351).
Quem pode se tornar cardeal?
A escolha de um novo cardeal é feita unicamente pelo Papa. O Papa Francisco adotou a prática de anunciar, ele mesmo, o nome dos novos purpurados, gerando surpresa aos nomeados.
Para poder receber o barrete cardinalício, é preciso ao menos ser ordenado sacerdote. Além disso, os escolhidos devem se distinguir “notavelmente pela doutrina, costumes, piedade e prudente resolução dos problemas” (Código de Direito Canônico, capítulo II, cânon 351).

Por que os Cardeais usam vermelho?
As batinas e o barrete dos Cardeais apresentam a cor vermelha, a púrpura cardinalícia. A escolha da cor não é feita por acaso e possui um significado espiritual, descrito no momento da criação cardinalícia.
Durante a celebração, no momento em que o Papa entrega o barrete vermelho ao cardeal que está sendo criado, diz: "receba este barrete vermelho como sinal da dignidade de Cardeal, significando que você deve estar pronto para se comportar com força, de modo a dar o seu sangue para o aumento da fé cristã", explica durante o rito.
Quem são os cardeais brasileiros?
Atualmente o Brasil possui oito cardeais. São eles:

Que Cardeais podem votar em um Conclave?
Podem votar em um Conclave os Cardeais com menos de 80 anos, completados “antes do dia da morte do Sumo Pontífice ou do dia em que a Sé Apostólica fique vacante” (Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, 33). A norma foi criada pelo Papa Paulo VI - hoje canonizado - em 1970, e confirmada por São João Paulo II, em 1996.
Quantos serão os Cardeais eleitores do próximo Conclave?
No próximo dia 07 de maio, quando se inicia o Conclave, 133 cardeais eleitores vão ingressar na Capela Sistina para eleger o novo Papa. O número é maior do que os 120 eleitores, teto máximo estipulado por Paulo VI e confirmado por João Paulo II na Universi Dominici Gregis, em 1996.
Destes, quatro foram criados pelo mesmo João Paulo II, 21 por Bento XVI e 108 por Francisco. O mais jovem é o cardeal ucraniano Mykola Bychok, missionário redentorista de 45 anos. O mais velho é o espanhol Dom Carlos Osoro Sierra, arcebispo de Madri, com 79 anos.
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