Por Dom Amilton Manoel da Silva, CP - Bispo Diocesano de Guarapuava (PR)
A vida nos traz muitas perguntas e nem todas têm respostas. Uma delas é esta: “Quando passamos a existir?” A ciência busca explicar de várias formas, mas à luz da fé, o mais importante são as certezas, como: “O Pai nos escolheu, em Cristo, no amor, antes da criação do mundo, para que sejamos santos e imaculados aos seus olhos” (Ef 1,4).
O Pai nos escolheu, em Cristo, no amor. Essa eleição do Pai tem visibilidade na nossa concepção, como lemos no profeta Jeremias: “Antes que eu te formasse no ventre de tua mãe, eu te conheci” (Jr 1,5); mas ela ocorreu antes de o Senhor criar todas as coisas, segundo a Carta aos Efésios. Merecimento nosso? Não, unicamente por causa da bondade de Deus.
Escolhidos pelo Pai, antes de criar todas as coisas fomos confirmados por Jesus Cristo, que nos amou e por nós se entregou (cf. Gl 2,20); o Batismo selou essa filiação divina pela ação do Espírito Santo.
Para que sejamos santos e imaculados. O Pai não nos escolheu para uma vida terrena farta e ambiciosa, não nos escolheu para vivermos de qualquer jeito fazendo escolhas incertas e muitas vezes erradas. Ele nos escolheu para participarmos da sua santidade: “Sede perfeitos como o vosso Pai do céu é perfeito” (Mt 5,48).
Mas, o que é ser santo? Segundo o Catecismo da Igreja Católica, a santidade é a plenitude da vida cristã e a perfeição da caridade. Não se trata de uma exigência de perfeição sem falhas, mas sim da união íntima com Cristo e da configuração do nosso coração ao Dele, que nos redimiu. A santidade é a grande vocação do cristão. Fomos criados por Deus e para Deus, e a Ele pertencemos; por isso, somos chamados à santidade.
Neste plano original do Pai para nós, o desejo de santidade se mistura a uma vida imaculada ou a um coração puro: “Ele nos escolheu para sermos santos e imaculados aos seus olhos”. Se Deus nos enxerga pela via da santidade e de uma vida pura, Jesus nos colocou uma condição para também enxergarmos o Pai: “Bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5,8).
Um coração puro, como é da vontade do Pai, significa um coração sem mistura, pois Deus não se mistura com os bens terrenos que se acumula; com a busca do poder que oprime e exclui. O Pai não se mistura com os ídolos e divindades falsas que o ser humano cria segundo os seus instintos e interesses.
Sejamos gratos ao Pai, pelo dom da vida, criados à sua imagem e semelhança e chamados à santidade. Para isso, valorizemos a vida em todas as suas dimensões, afirmando a cada dia com alegria: “Vale a pena viver, porque sou filho de Deus e herdeiro da Redenção!”
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Nesta segunda-feira (05), o Santuário Nacional celebra o terceiro dia da Novena da Padroeira. ntre muitos projetos estavam o Acolher Bem, o Trilhas do Viver e o Esteio de Luz.
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A Ecologia Integral e o cuidado com a vida humana
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