Prof. Vinícius Paiva
Mestre em Teologia
Membro da Academia Marial de Aparecida
Para compreendermos os dogmas marianos, vamos imaginar que estamos em um quarto escuro à noite. Os móveis e objetos estão todos lá, mas a escuridão nos impede de ver os detalhes e a beleza do quarto. O dogma é como o interruptor que a Igreja acende para que a luz da verdade de Cristo nos ilumine. A Igreja não "inventa" nada, ela apenas declara aquilo que já estava presente na Revelação e na Tradição ao longo dos séculos.
Ao proclamar um dogma, a Igreja está nos ajudando a caminhar com mais clareza e firmeza na fé. Neste mês de maio, vamos refletir sobre as quatro grandes lâmpadas que a Igreja acendeu acerca de Nossa Senhora, a mãe de Jesus. Isso nos ajudará e perceber que, na história da salvação, a vida de Maria sempre esteve intimamente ligada ao mistério de Cristo.
O dogma da Maternidade Divina (Theotokos), proclamado no Concílio de Éfeso no ano de 431, foi o primeiro grande clarão: Maria é verdadeiramente "Mãe de Deus". Essa definição resguardou a verdade de fé de que Jesus Cristo, mesmo possuindo duas naturezas (divina e humana), é uma só pessoa: a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. E se Maria é mãe de Cristo, que é Deus, ela deve ser chamada de “Mãe de Deus”.
Já o dogma da Virgindade Perpétua foi definido no Concílio de Latrão em 649. A Igreja ensina que Maria foi virgem antes, durante e depois do parto. Estamos diante do luminoso mistério da Virgem que se entregou totalmente a Deus para colaborar em seu projeto salvífico, porque a Deus nenhuma coisa é impossível (Lc 1,37).
O dogma da Imaculada Conceição de Maria, proclamado pelo Papa Pio IX em 1854, afirma que, desde o primeiro instante de sua existência, Maria foi preservada da mancha do pecado original em função dos méritos de Cristo. Essa luz nos dá esperança: nela, vemos a humanidade como Deus a sonhou originalmente: pura e cheia de graça.
E o que Deus começa, Ele termina: no dogma da gloriosa Assunção de Maria, ao final de sua vida terrena, a Virgem é elevada de corpo e alma à glória celeste. Proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, esse dogma orienta nossos passos rumo à terra prometida. Maria já é o que nós seremos e está onde, um dia, com sua ajuda, também estaremos.
Somos todos peregrinos, somos todos romeiros filhos e filhas de Maria. Essas verdades de fé, não só iluminam nossa existência, mas nos confirmam na caminhada.
A espera silenciosa de Maria
Maria é modelo de fé, esperança e caridade, ensinando a Igreja a viver o mistério da cruz e da ressurreição com confiança, silêncio e entrega a Deus.
Maria: a mulher que disse sim a Deus
Segundo a Lumen Gentium, o “sim” livre e fiel de Maria na Anunciação inaugurou o discipulado e tornou possível a Encarnação.
O papel de Maria na Sagrada Família
A Sagrada Família revela que Deus entra na vida cotidiana, e Maria inspira os lares com fé, amor, obediência e simplicidade.
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