Por Anderson Moura Amorim - Associado da Academia Marial de Aparecida
No mês dedicado à Sagrada Família, a liturgia nos recorda que o Filho de Deus entrou plenamente na história humana: nasceu em um lar concreto, entre costumes, afetos e desafios reais. Em Nazaré, Deus assumiu a condição humana de modo integral, mostrando que a salvação passa também pela vida cotidiana. A família de Jesus conheceu alegrias e provações, desde a pobreza do presépio até a fuga para o Egito, experiências que ainda hoje ressoam nas dificuldades enfrentadas por muitas famílias. Nesse contexto, o testemunho de Maria ocupa um lugar especial, iluminando o caminho dos lares cristãos.
A primeira atitude que Maria ensina é a fé inabalável. Desde a Anunciação até o mistério da cruz viveu a fé não como uma ideia abstrata, mas como adesão concreta à vontade de Deus, compreendendo que o verdadeiro amor se manifesta em sacrifícios diários.
Sua vida revela, ainda, um profundo amor e compaixão. Em Nazaré, Maria cuidou de Jesus com ternura e força interior, transformando os gestos mais simples em espaço de graça. O lar da Sagrada Família se tornou uma escola de amor mútuo e de exercício do perdão, oferecendo um modelo necessário às relações familiares de hoje.
Maria também testemunha a obediência à vontade divina, expressa no seu “Eis aqui a serva do Senhor” (Lc 1,38). Essa disponibilidade contínua a Deus sustentou a família nos momentos mais difíceis, guiando seus passos em fidelidade e esperança.
Por fim, sua vida de humildade e simplicidade recorda que a grandeza do cristão nasce do serviço. Em Nazaré, Maria viveu no silêncio laborioso, na oração perseverante e no cuidado diário. É desse lugar que ela inspira as famílias a educar os filhos na fé, enfrentar dificuldades com confiança em Deus e cultivar um amor que não desanima.
Assim, Maria continua sendo presença materna que orienta, fortalece e anima cada lar que deseja seguir Jesus no ritmo simples e santo do cotidiano.
Maria, Rainha da Paz
O profeta Isaías anuncia o nascimento do Príncipe da Paz (Is 9,5), a tradição reconhece que sua Mãe participa dessa missão de reconciliação, cuidado e paz.
Como Maria pode iluminar a identidade da Igreja?
Olhar o mundo com os olhos de Maria é aprender a enxergar além das aparências. Ela contemplava a presença de Deus nas pequenas coisas do cotidiano
Rogai sempre por nós, ó Santa Mãe de Deus, sobretudo na hora de nossa morte
Na oração da Ave-Maria, queremos enfatizar o porquê da intercessão de Maria e os motivos centrais para pedir sua presença materna na hora de nossa morte.
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