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Revista de Aparecida

Maria e a virtude da Humildade

Escrito por Ir. Afonso Murad

24 OUT 2022 - 16H00 (Atualizada em 11 JAN 2023 - 07H34)

Thiago Leon

No ano passado, durante a pandemia do Coronavírus, formou-se um grupo de leigos da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, para reduzir a fome da população mais pobre de uma favela vizinha à sua região. Todo sábado, até hoje, eles prestam esse serviço. Umas pessoas recolhem doação de alimentos, outras cozinham, algumas montam as marmitas e há aquelas que levam a comida gostosa até os lugares mais necessitados.

Carlos e Luísa, um jovem casal, realizam essa tarefa. Eles conhecem bem os becos e os barracos onde estão os mais pobres e abandonados. Carlos e Luísa descobriram que há um terreno onde se refugiam os drogados de crack. Então, começaram a levar as marmitas para lá também. E não somente comida, mas também o olhar humano, o sorriso, o afeto. Talvez o que mais chame a atenção é que eles não comentam isso com ninguém. Fazem o bem em silêncio. Eles não tratam os mais abandonados como “coitadinhos”, e sim como pessoas que precisam ser valorizadas e promovidas. Essa virtude se chama humildade.
A virtude da humildade consiste em conhecer a si mesmo, com suas qualidades e defeitos, sem orgulho. Acolher com gratidão a ajuda dos outros. E colocar seus dons e talentos a serviço das pessoas, sem tirar vantagem disso. A humildade ajuda a tecer os laços de uma comunidade que se ama, pois ninguém quer ser mais importante do que os outros.

O contrário da humildade é o orgulho, a arrogância e a vaidade. Há aquela “falsa humildade” daqueles que dizem: “eu não presto para nada”, ou “eu sou um traste”. Às vezes chamamos de “humilde” a uma pessoa limitada na inteligência, ingênua, sem noção da vida, ou sem recursos. Isso não é humildade! 

Maria é o grande exemplo de humildade. Ela não se considerava superior às outras mulheres por ser escolhida para a mãe e educadora de Jesus. Quando respondeu ao apelo de Deus, disse: “Eis aqui a serva do Senhor! Eu quero que se faça em mim segundo sua palavra” (Lc 1,38). E ela se colocou como servidora durante toda a vida. Sem orgulho ou prepotência. No seu canto de louvor, o Magnificat, ela agradece a Deus que “olhou para a humildade de sua serva” (Lc 1,48). Não tem vergonha de dizer que o Senhor fez maravilhas nela. Mas completa: “seu nome é Santo” (Lc 1,49). Então, Maria não guarda nenhum talento ou graça que recebeu para si mesma. Tudo retorna para Deus e os outros.

Que ela nos ensine a desenvolver a virtude da humildade. Amém.

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