Revista de Aparecida

Missionários Redentoristas a serviço da Igreja e em comunhão eclesial

A celebração da festa da Cátedra de São Pedro é uma excelente ocasião para nos atentarmos

Escrito por Pe. Marlos Aurélio da Silva, C.Ss.R.

30 JAN 2026 - 07H00 (Atualizada em 03 FEV 2026 - 15H59)

Thiago Leon

A celebração da festa da Cátedra de São Pedro é uma excelente ocasião para nos atentarmos para uma realidade bonita da nossa vida cristã católica, ou seja, de que somos membros da Igreja de Jesus Cristo, cujo sinal visível de unidade é o sucessor de São Pedro – o Papa. Com isso conseguimos entender que a Igreja comporta ao mesmo tempo as expressões da diversidade, inculturando-se nos diversos contextos e situações, sem jamais perder a unidade que a caracteriza como Igreja Una. É justamente isso que a faz ser católica, isto é, desde o mistério pascal que a origina, ela tem vocação universal.

A grandeza em captar isso está em sentirmos que a Igreja é uma realidade e um projeto maior que nossas convicções pessoais e individuais. Ela é a garantia do discernimento e maturidade da nossa fé que ao longo dos séculos vai sendo esclarecida e purificada! Deixar-se orientar pelos seus ensinamentos é assumir a docilidade e confiança de filhos que acreditam no bem que a Mãe Igreja quer para todos os seus! Caminhar e sentir com a Igreja é a segurança de não nos apartarmos do rebanho de Jesus Cristo, sobretudo em tempos líquidos, incertos e diluídos como os nossos, nos quais cada indivíduo reclama ter a posse da verdade, quando na realidade, tal pretensão mais faz afastar-se dela.

É por essa razão que cada congregação ou ordem religiosa que surge, não é uma igreja à parte, mas se insere dentro da grande comunidade Igreja Católica, com aquilo que lhe é específico enquanto carisma recebido do Espírito Santo para atender alguma realidade em particular, especialmente realizando algo em favor do Povo de Deus, em nome da Igreja. Ora, justamente desse modo é que devemos entender a missão, o carisma e a vida missionária dos Redentoristas. As Constituições Redentoristas são muito explícitas ao afirmar: “os Redentoristas, de acordo com os princípios da isenção, estejam sujeitos primariamente, inclusive em virtude do voto de obediência, ao poder do Sumo Pontífice, todavia, no que se refere ao ministério particular na Igreja local, estão sujeitos também ao Ordinário local” (Const. 18). De maneira que, por um lado está assegurada a cooperação dos missionários redentoristas com toda a Igreja, e por outro, a atuação própria da Congregação, a partir do seu específico carisma.

Enfim, para ser de fato parte deste corpo eclesial que é a Igreja é necessário manter e viver a comunhão vital com os princípios evangélicos, com a doutrina do magistério da Igreja, sobretudo em obediência ao Papa e aos bispos e com a Tradição eclesial. Caso contrário, estaremos dando um triste contratestemunho de desunião que não reflete a Igreja como Corpo de Cristo!

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