É cada vez mais claro como o planeta Terra é como uma grande Casa em que vivemos juntos. As ciências mostram isso de muitos modos, e a fé aponta os sentidos grandiosos e o que devemos fazer para que essa Casa seja uma moradia agradável e acolhedora. É assim que, olhando como moramos, é fácil perceber nossas diversidades culturais, linguagens e modos de pensar surpreendentes em uma variedade tantas vezes atrativa. Mas também dá para perceber como várias pessoas escolhem “quartos, camas e cozinhas melhores” enquanto outras moram em condições medianas, e ainda as que devem se ajeitar nos porões, em condições precárias. A fé cristã nos leva a reconhecer essas belezas e contradições.
Saindo para o quintal dessa grande moradia, encontramos também encantos e surpresas que ciência e fé ajudam a perceber. Mesmo em grandes cidades vemos as árvores, flores e pássaros mostrando a força exuberante da natureza criada por Deus. As surpresas correm por conta do desenvolvimento tecnológico cada vez mais eficiente, facilitando o viver, presente precioso da inteligência aos seres humanos. Os avanços da industrialização nos trouxeram gradativamente instrumentos de especial valia e nos tempos atuais contamos com os fascinantes recursos da IA que superam nossas próprias capacidades mentais.
Esse quintal de nossa moradia era para ser o Jardim do Paraíso de que fala a Bíblia no Gênesis e que Deus nos entregou para usufruir e cuidar dele. Mas ciência e fé alertam como fomos nos encantando com os privilégios de usufruir e colocamos no descaso muitas tarefas do cuidar. As consequências estão aí em todo o mundo. Aumentam os desastres climáticos e crescem as condições desfavoráveis à vida. Cientistas alertam como a devastação da natureza, destruição das matas, poluição das águas e do ar que respiramos, o desperdício e consumo desenfreados, entre tantos outros fatores, colocam nosso planeta Terra em ritmo de se tornar muito em breve inabitável.
Reconhecida mundialmente, a Encíclica Laudato Sì, do Papa Francisco (2015) mostrou a urgente necessidade de atenção global ao cuidado com nossa Casa Comum: cuidar e proteger o conjunto mineral, vegetal e animal não humano que integra a biodiversidade para a saúde e bem-estar da Humanidade. Mostra que tudo está conectado: a nossa vida e a vida que brota na natureza. Aponta como a interferência predatória da natureza recai sobre a própria Humanidade. A persistente pobreza no mundo é a outra face do mesmo descaso que gera a degradação e a crise ambiental; o cuidar exige, portanto, como diz o Papa, uma “conversão ecológica”, pessoal e social, política e econômica.
O Papa instituiu o dia 1º de setembro como Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, uma data para reforçar nosso empenho individual e comunitário pela vida. Ela brota criança em nós sendo cuidada por outras pessoas; Deus nos confiou a missão de cuidar. A boa convivência ambiental e social em nossa grande moradia comum é o segredo da vida saudável e feliz. Cuidar não é simples dever. É necessidade e ao mesmo tempo um privilégio de sermos parceiras e parceiros de Deus na grandiosa obra da Criação.
O chamado vocacional do Altar de Jesus
O texto destaca o altar como centro da vida cristã e da vocação, lugar de encontro com Cristo que inspira a missão, a comunhão e o serviço à Igreja e ao próximo.
Fazer Caridade em Tempos Digitais
O texto reflete sobre a prática da caridade cristã no mundo digital, incentivando o uso consciente da tecnologia para promover o cuidado, o respeito e o bem ao próximo.
A Sucessão Apostólica dos Bispos na Igreja
O texto aborda a missão da Igreja como sacramento da salvação e destaca a sucessão apostólica dos bispos como garantia da continuidade da fé, da doutrina e da comunhão cristã.
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