Por Pe. Eduardo Catalfo, C.Ss.R. Em Revista de Aparecida

Santuário de Aparecida: tenda do encontro, da esperança e da missão

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João Pedro Oliveira João Pedro Oliveira

A Casa da Mãe Aparecida acolhe, com ternura e alegria, os devotos que celebram a grandiosa festa da Padroeira do Brasil.

Encontrada nas águas barrentas do rio Paraíba do Sul há mais de 300 anos, a Virgem Negra de Aparecida é a Mãe de Deus e nossa. O Santuário tem sua origem no encontro de uma imagem. Aqui, a revelação de Deus é sinônimo de encontro, esperança e missão.

As circunstâncias do encontro da imagem foram narradas 40 ano depois, pelo padre João de Morais e Aguiar. O 1° Livro do Tombo da paróquia Santo Antônio de Guaratinguetá registra o episódio que marcou a vida de três pobres pescadores que encontraram a santa quebrada e sem cabeça numa rede de arrasto, durante a faina da pesca.

O dia exato do encontro da imagem é difícil de precisar. Entre os dias 17 a 30 de outubro de 1717, passava por Guaratinguetá o Conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida e Portugal, governador das Capitanias de São Paulo e Minas Gerais. A caminho de Ouro Preto e precisando de provisões para a longa viagem, mandou todos os pescadores buscarem todo peixe que pudessem.

Thiago Leon Thiago Leon Pesca da Imagem, retratada pelo artista Cláudio Pastro na Basílica de Aparecida

Saíram rio acima João Alves, Domingos Garcia e Filipe Pedroso. Chegaram até o Porto do Itaguaçu, sem nada pescar. À tarde, depois de uma prece, lançaram a rede mais acima: retiraram o corpo de uma imagem e, mais abaixo, a cabeça da mesma imagem, o que levou à sua designação como “Aparecida”. Em seguida, tanto peixe, que logo puderam voltar.

Foi João Alves que achou a imagem. Filipe Pedroso guardou a santa em sua casa durante 15 anos, entregando-a a seu filho Atanásio, em cuja choupana, transformada numa capelinha, aconteceu o milagre das velas, com Silvana da Rocha. Em 1743, Dom Frei João da Cruz, então bispo do Rio de Janeiro, permitiu o culto público e a construção de uma capela de taipa de pilão, no Morro dos Coqueiros.

A pequena imagem de terracota é negra. Mede 37 centímetros de altura, de mãos postas em oração e de rosto compassivo. Representa Nossa Senhora da Conceição, revestida de manto azul e coroa dourada. São célebres os prodígios do escravo libertado, da ceguinha curada, do caçador que se salvou de uma onça, da criança que se livrou de se afogar.

A solidez da devoção mariana cultivada em todos esses anos demonstrou-se no ano de 1978, quando a imagem original foi quase de todo destruída num atentado. Apesar de o fato ter sido amplamente divulgado, as visitas ao Santuário e o culto à Mãe de Jesus continuaram inalterados.

Thiago Leon Thiago Leon Há poucos dias de completar 60 anos, Dom Mário Antonio celebra sua primeira Novena e Festa da Padroeira como Arcebispo de Aparecida

Louvamos o Senhor pelos 60 anos de Dom Mário Antonio

O Santuário Nacional, os Missionários Redentoristas e a Família dos Devotos celebram, com especial alegria, a vida e a missão do nosso querido Arcebispo. Na Revista de Aparecida do mês de maio, por ocasião da sua posse canônica, tivemos a oportunidade de apresentar a biografia completa de Dom Mário Antonio que, numa feliz coincidência, nasceu no mês de Nossa Senhora Aparecida. Louvamos o Senhor pelo aniversário do nosso querido Arcebispo, que nasceu no dia 17 de outubro de 1966.

Desejamos a Dom Mário abundantes bênçãos de Deus, vida longa e feliz! Já nos primeiros meses como Arcebispo de Aparecida, ele soube conquistar o coração do devoto de Nossa Senhora. Sua simplicidade de vida, sua comunicação forte e compreensível e seu amor pela Mãe Aparecida tocam nossos corações. Na comemoração dos seus 60 anos de vida, nunca é demais lembrar que Dom Mário Antonio é um presente para todos nós, redentoristas. Temos honra e orgulho de traba¬lhar com ele.

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