A Casa da Mãe Aparecida acolhe, com ternura e alegria, os devotos que celebram a grandiosa festa da Padroeira do Brasil.
Encontrada nas águas barrentas do rio Paraíba do Sul há mais de 300 anos, a Virgem Negra de Aparecida é a Mãe de Deus e nossa. O Santuário tem sua origem no encontro de uma imagem. Aqui, a revelação de Deus é sinônimo de encontro, esperança e missão.
As circunstâncias do encontro da imagem foram narradas 40 ano depois, pelo padre João de Morais e Aguiar. O 1° Livro do Tombo da paróquia Santo Antônio de Guaratinguetá registra o episódio que marcou a vida de três pobres pescadores que encontraram a santa quebrada e sem cabeça numa rede de arrasto, durante a faina da pesca.
O dia exato do encontro da imagem é difícil de precisar. Entre os dias 17 a 30 de outubro de 1717, passava por Guaratinguetá o Conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida e Portugal, governador das Capitanias de São Paulo e Minas Gerais. A caminho de Ouro Preto e precisando de provisões para a longa viagem, mandou todos os pescadores buscarem todo peixe que pudessem.
Pesca da Imagem, retratada pelo artista Cláudio Pastro na Basílica de Aparecida
Saíram rio acima João Alves, Domingos Garcia e Filipe Pedroso. Chegaram até o Porto do Itaguaçu, sem nada pescar. À tarde, depois de uma prece, lançaram a rede mais acima: retiraram o corpo de uma imagem e, mais abaixo, a cabeça da mesma imagem, o que levou à sua designação como “Aparecida”. Em seguida, tanto peixe, que logo puderam voltar.
Foi João Alves que achou a imagem. Filipe Pedroso guardou a santa em sua casa durante 15 anos, entregando-a a seu filho Atanásio, em cuja choupana, transformada numa capelinha, aconteceu o milagre das velas, com Silvana da Rocha. Em 1743, Dom Frei João da Cruz, então bispo do Rio de Janeiro, permitiu o culto público e a construção de uma capela de taipa de pilão, no Morro dos Coqueiros.
A pequena imagem de terracota é negra. Mede 37 centímetros de altura, de mãos postas em oração e de rosto compassivo. Representa Nossa Senhora da Conceição, revestida de manto azul e coroa dourada. São célebres os prodígios do escravo libertado, da ceguinha curada, do caçador que se salvou de uma onça, da criança que se livrou de se afogar.
A solidez da devoção mariana cultivada em todos esses anos demonstrou-se no ano de 1978, quando a imagem original foi quase de todo destruída num atentado. Apesar de o fato ter sido amplamente divulgado, as visitas ao Santuário e o culto à Mãe de Jesus continuaram inalterados.
Há poucos dias de completar 60 anos, Dom Mário Antonio celebra sua primeira Novena e Festa da Padroeira como Arcebispo de Aparecida
Louvamos o Senhor pelos 60 anos de Dom Mário Antonio
O Santuário Nacional, os Missionários Redentoristas e a Família dos Devotos celebram, com especial alegria, a vida e a missão do nosso querido Arcebispo. Na Revista de Aparecida do mês de maio, por ocasião da sua posse canônica, tivemos a oportunidade de apresentar a biografia completa de Dom Mário Antonio que, numa feliz coincidência, nasceu no mês de Nossa Senhora Aparecida. Louvamos o Senhor pelo aniversário do nosso querido Arcebispo, que nasceu no dia 17 de outubro de 1966.
Desejamos a Dom Mário abundantes bênçãos de Deus, vida longa e feliz! Já nos primeiros meses como Arcebispo de Aparecida, ele soube conquistar o coração do devoto de Nossa Senhora. Sua simplicidade de vida, sua comunicação forte e compreensível e seu amor pela Mãe Aparecida tocam nossos corações. Na comemoração dos seus 60 anos de vida, nunca é demais lembrar que Dom Mário Antonio é um presente para todos nós, redentoristas. Temos honra e orgulho de traba¬lhar com ele.
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