Por Pe. Inácio de Medeiros, C.Ss.R Em Artigos

A verdadeira pandemia deve ser a da solidariedade


shutterstock
shutterstock


Há mais de um século, a
humanidade não enfrentava uma crise com proporções semelhantes às que está enfrentando agora com a pandemia do Covid-19, coronavírus.

A última vez que a humanidade enfrentou crise de iguais proporções foi em 1918/1919, com a Gripe Espanhola, que vitimou de 50 a 100 milhões de pessoas; mas, naqueles tempos, as condições do mundo e da população eram bem diferentes de agora.

▶ As epidemias nos tempos modernos

E foi preciso parar, colocar o pé no freio, diminuir o ritmo acelerado pelo qual a humanidade estava passando, sobretudo, a partir do desenvolvimento da civilização industrial na segunda metade do século XIX.

Como toda crise, há dores, mortes, angústias e contradições; mas a humanidade aprende.

A parada forçada de mais de dois meses tem proporcionado um tempo precioso de recuperação de nosso planeta, “nossa casa comum”, como bem nos lembrou o Papa Francisco. A terra está mais limpa, mais azul, mais verde!

Por todos os lugares multiplicam-se as ações e os testemunhos de solidariedade. Nunca a fraternidade e a caridade uniram tanto as pessoas como nesses últimos tempos!

▶ O melhor remédio é a solidariedade

Esforços imensos estão sendo feitos em busca de uma vacina ou de outra forma de cura para esse mal, e dezenas de laboratórios, indústrias farmacêuticas e cientistas estão unidos em uma apressada corrida contra o mal. Agora sim a inteligência humana está sendo colocada a serviço do bem!

A própria Igreja católica precisou se reinventar, resgatar valores perdidos ou quase esquecidos, como a bonita realidade da Igreja Doméstica, sua prática bíblica, oracional e espiritual.

Ao lado disso, resgatam-se valores familiares e sociais há muito esquecidos, e a convivência forçada em ambientes menores traz lições e aprendizados. A pandemia nos obriga a buscar respostas a perguntas e interrogações, como por que gastar tanto com armas de guerra, se um vírus invisível leva o ser humano a perceber sua grandeza, mas sua debilidade?

▶ Todas as notícias sobre a pandemia de coronavírus

Retomando uma parábola bíblica, podemos afirmar que se de um lado há o trigo da fraternidade, do outro há também o joio das fake News, da desinformação, da maldade e da falsa intenção. Tudo isso será peneirado e extirpado na hora certa, quando a hora da colheita chegar e se fizer a separação do joio e do trigo.

Que neste tempo, em que fazemos mais silêncio e em que estamos mais recolhidos, como se fosse um retiro espiritual para toda a humanidade, busquemos, na fé e na esperança, as respostas de que precisamos e saiamos juntos dessa crise mais fortes, mais fraternos e mais irmãos!

É tempo de ver renascer a esperança e a vida em toda sua plenitude, pois a “verdadeira pandemia há de ser a da solidariedade”.

Escrito por
Pe. Inácio de Medeiros, C.Ss.R. (Arquivo redentorista)
Pe. Inácio de Medeiros, C.Ss.R

Redentorista da Província de São Paulo, graduado em História da Igreja pela Universidade Gregoriana de Roma, já trabalha nessa área há muitos anos, tendo lecionado em diversos institutos. Atua na área de comunicação, sendo responsável pela comunicação institucional e missionária da Província de São Paulo.

Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Jornal Santuário, em Artigos

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.