Por Pe. Leandro Luís Em Crescendo na Fé Atualizada em 26 SET 2017 - 14H59

Amar é uma delícia!

“Amar é um exercício complexo e encantador, no qual deixamos de viver exclusivamente o nosso tempo para entrar, esperar e compreender o tempo de alguém”, diz Gisele Holanda (GH), integrante da comunidade católica Shalom. Tanto é verdade que, quando alguém ama outra pessoa, sempre dá a ela boa parte de seu tempo. É assim mesmo que deve ser. O amor é uma delícia!

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Amar é uma constante entrega. As mais variadas faces do amor, em sua essência, são maravilhosas, trazem-nos oportunidades e experiências inesquecíveis. No entanto, quando amar “sai fora” da realidade, quando se torna um ideal, fruto da imaginação e não da vida concreta, amar deixa de ser gostoso e passa a ser uma tortura.

Desse modo, vemos que amar depende da realidade. Amar é algo concreto, embora seja um sentimento. Amar é uma expressão humana, também divina, de gestos e palavras. Amar é saída de si mesmo em direção ao outro. Aqui está a face mais deliciosa do amar.

“Amar é entrar no tempo do outro; perdoar, entender, acolher, estar ao lado sempre e nunca aprisionar” (GH). O verdadeiro amor não afasta as pessoas, ao contrário, as aproxima. E isto é delicioso assim!

Outra face do amor é o tempo de esperar e aprender. No namoro ficam mais evidentes estas características. Namoro não é uma realidade definida entre o casal de “pombinhos”. Ambos não podem antecipar as etapas da vida, mas devem respeitá-las.

Os namorados ainda não são marido e mulher. Namoro é oportunidade de conhecimento do outro e de autoconhecimento. É tempo especial de partilha de vida e troca de experiências que cada um viveu, tendo em vista uma possibilidade de “vida a dois”, que ainda acontecerá.

O namoro não é tempo de constituir família. É momento de aprender a conviver e aprender a vida dos próprios familiares, em vista da família a ser constituída. Namoro não é tempo de relações sexuais e geração de filhos. Namoro é cultivo dos afetos e dos desejos corporais em vista da vida futura. É uma renúncia vivida em vista de uma conquista. Namoro é como um presente que se ganha, mas que não pode ser aberto no momento em que é recebido. É um presente que só pode ser aberto no momento oportuno.

 

Namoro é tempo de Deus se mostrar na vida do presente e futuro casal.

Logo depois de se viver e conviver com a expectativa do desconhecido como se nos perguntássemos: “o que há aqui dentro?” e depois de passarmos por cada etapa necessária à abertura do presente: tirar os laços, desembrulhar e abrir. Assim poderemos realmente nos espantar com o que ganhamos. Digo isso para demonstrar que o amor e as ações que implicam amar têm momentos, tempos, situações graduais.

Vivemos hoje muitas dificuldades sociais que devem nos orientar para não pular etapas no relacionamento: falta de moradia, dependência de pai e mãe, desemprego, ver e viver as relações como sendo descartáveis. Essas e tantas outras situações não tornam o amor gostoso, mas custoso. Desse jeito, amar tem preço muito alto devido às consequências de decisões impensadas e impulsivas. Somos templos, habitação de Deus. Namoro é tempo de Deus se mostrar na vida do presente e futuro casal.

Namoro é a chance de se viver junto com o outro um amadurecimento integral dos valores, dos afetos, do jeito de ser do outro, É experimentar o JÁ e o AINDA NÃO da vida. É uma etapa da existência cheia de surpresas agradáveis. Por isso, nunca o casal de namorados deve ver e viver o namoro como algo já definitivo, pronto e acabado.

Quando a gente ganha um presente e vive a expectativa antes de ver o que ganhamos é a necessária sensação que faz o ato de amar uma delícia!

Escrito por
crescendo na fé revista jovens de maria
Pe. Leandro Luís

Padre na Arquidiocese de Pouso Alegre

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