Por Everton Lucas Em Crescendo na Fé

Depressão na juventude

Comumente falamos da juventude como uma etapa na vida em que se constrói o futuro, o tempo das descobertas, a “flor da idade”. Realmente é na juventude que conhecemos melhor o mundo, formamos nossas opiniões e onde acontece muita coisa na nossa vida. Sendo a ponte que liga a infância à fase adulta.

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Todos nós passamos ou passaremos por essa fase de escolhas e de conflitos e junto com todo esse turbilhão de emoções pode vir à tona uma série de problemas que nos deixam preocupados com a juventude de hoje. Estudos apontam que o número de jovens com diagnóstico de depressão tem aumentado consideravelmente no mundo todo. Isso deve nos preocupar, e muito, como cristãos, pois a depressão é uma doença psicológica mas também é uma doença espiritual. E nós cristãos, como pessoas que se ajudam espiritualmente, devemos ficar atentos para este mal que assola nossa juventude. A religião serve para ligar o homem à Deus, ligação essa que muitas vezes a depressão rompe.

A depressão atinge cerca de 350 milhões de pessoas no mundo todo, e uma boa parte dessas pessoas depressivas estão entre a faixa etária de 15 a 25 anos. São dados alarmantes e que podem acarretar uma série de problemas. O principal deles é o suicídio.

É necessário primeiramente sabermos diferenciar a tristeza patológica da transitória, que é a provocada por momentos que são desagradáveis e difíceis de serem encarados mas que são inerentes à vida, são fatos que independem do indivíduo mas que este por sua vez nem sempre consegue lidar com tais acontecimentos, como por exemplo a perda de um familiar, frustrações amorosas, a demissão de um emprego e etc. Já no caso da depressão como uma enfermidade, a pessoa perde o sentido das coisas, da vida. Quando alguém não sofre desta doença, consegue passar por esses momentos de adversidade sem grandes problemas, já para quem sofre desse mal a tristeza é algo permanente, o humor está sempre deprimido, há uma perda da criatividade, satisfação e prazer. Acontecendo essa ausência de sentido a pessoa tende a ser negativa, há falta de ânimo, pensamento de morte, pois “a vida não vale a pena ser vivida”.

depressão, juventude, tristeza Nos tempos hodiernos, a banalização da moralidade, da ética e da religiosidade tende a agravar esse quadro preocupante. No passado, onde havia mais fortemente a conservação dos valores supracitados talvez se escutasse bem menos a palavra DEPRESSÃO, pois as pessoas tinham com mais intensidade um apoio muito forte da religiosidade, em outras palavras, da fé. A busca pela santidade, a confiança em Deus, as devoções populares de alguma forma contribuíam e contribuem para a saúde mental de uma pessoa. Nós vemos hoje a situação fazendo um contraponto entre nossas paróquias e nossos lares. O quanto os bancos de nossas igrejas estão vazios e o quanto que os sofás nas casas estão ocupados. Como se pode encontrar um sentido para a existência se o próprio indivíduo não atua em sua própria existência? Se um jovem deixa de ter uma vida social-real para habitar em um mundo povoado por avatares, como ele mesmo pode cobrar da vida, em sua realidade e não sua virtualidade, um sentido?

As pessoas com depressão geralmente falam muito desse tal sentido que parecem não possuir. O certo é que ninguém perde o sentido da vida, ele apenas fica obscurecido pela nossa fraqueza espiritual e mental mediante situações que inevitavelmente temos que passar no ciclo da existência humana.

Como já fora introduzido, a importância que a fé exerce na vida de uma pessoa e na cura deste mal espiritual-mental que tantos jovens sofrem, é enorme pois para nós que cremos em Deus, devemos n’Ele colocar todo o sentido de nossa existência, pois é no Divino que se encontra a alegria que não frustra, e fora d’Ele perdemos o foco do “para que?” vivemos aqui neste mundo. A depressão nada mais é que um estado de lamentação da alma que se encontra por estar distante de Deus, pois ela mesma sabe que a escuridão imposta pela tristeza pode ser iluminada pela luz da felicidade que encontramos na Pessoa Divina.

Acredito que é isso o que está faltando para os jovens, e as pessoas em geral que sofrem desta doença, encontrarem esse sentido, que é tão buscado em lugares onde certamente não se acha, através da fé e da recuperação de todos os valores que outrora foram tão salutares para a vida do homem. Precisamos ser jovens saudáveis, não somente com o corpo sarado, mas com uma mente sem feridas e uma “alma lavada” das coisas que podem nos tirar a alegria que brota do coração de Jesus e que transborda pela nossa boca.

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