Por Everton Lucas Em Crescendo na Fé Atualizada em 26 SET 2017 - 14H38

Desafio do Papa: Como identificar um aflito

O nosso Desafio do Papa continua e dessa vez temos uma nova Obra de Misericórdia espiritual para colocar em prática. A missão dessa vez será CONSOLAR OS AFLITOS. À primeira vista, parece um tanto estranho esse desafio, pois a palavra “aflito” utilizada para adjetivar alguém é pouco usada por nós. Às vezes, até associamos a aflição com alguma situação extrema de vida, como guerra, fome, desastres e etc.

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O que pouco paramos para pensar é que a aflição atinge mais gente do que podemos imaginar. A aflição pode ser gerada por tristeza, angústia, desgosto e excesso de preocupação. Não necessariamente algo relacionado à morte. Daí, podemos perceber que, ao nosso lado, há muitos aflitos, pessoas que precisam de consolação, alento e até mesmo a atenção que dá novo significado a tal situação que o meu próximo pode estar vivendo naquele momento.

::Assista aqui o segundo episódio do Desafio do Papa com a Obra de Misericórdia Corporal de Dar de Comer::

Vamos então, começar a trabalhar nossa percepção e saber sentir quem perto de nós se encontra com o coração aflito e necessitado da nossa ação de cristãos que é dar consolação aos que necessitam.

Temos aqui algumas dicas que podem nos ajudar a identificar esta pessoa que precisa de consolo:

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1 – Reserve um tempo para se desprender de seus problemas

Por mais difícil que isso seja, é necessário. Todo mundo tem problema, todo mundo tem angústias e aflições. Mas aqui a missão não é consolar a si mesmo, mas sim ao nosso irmão aflito. Para isso é preciso que eu deixe de lado, por alguns momentos, as minhas feridas que carrego e me afligem para partir ao encontro daqueles que precisam ter suas feridas limpas. É exatamente isso! A aflição é como uma ferida, que não se cura da noite para o dia, mas leva um tempo para sarar. O nosso papel aqui é sermos “enfermeiros” e ajudarmos a limpar essas feridas espirituais criadas a partir do distanciamento de Deus e aproximação daquilo que nos tira a saúde espiritual.

Claro que precisamos também dessa limpeza, mas como estamos nos propondo a um desafio, vamos então nos desafiar a esquecermos de nossas mazelas para podermos pensar nas dos outros.

2- Tenha atitude!

Sempre deve haver um primeiro passo. É perceptível que o aflito, uma pessoa que esteja passando por uma problemática, dá sinais de que algo não está legal com ela. Se nós conseguirmos passar da primeira dica e olharmos mais para os outros, com certeza, iremos perceber quando um irmão nosso está precisando de consolo. Tenha atitude! Vemos através dos gestos de Jesus que Ele era também um cara de atitude, que sentava à mesa, que entregava o pão, chegava junto e se fazia consolo dos aflitos e, mesmo no momento de sua aflição, fez questão de continuar sendo consolador dos povos.

3- Siga o exemplo de Maria

Não há modelo melhor para ser seguido do que a própria mulher que carrega o título de Consoladora dos Aflitos. Ela sim sabe identificar e tem um bom “faro” para se aproximar daqueles que necessitavam de consolo. Ela que trouxe ao mundo a consolação de Israel. Maria, doce, silenciosa, atenciosa e carinhosa. Contendo todas essas qualidades, e muitas outras, ela deve ser nosso espelho nesta missão que nos foi dada. Saber identificar um aflito é tarefa que exige de nós o desprendimento, a coragem e o amor, e em Nossa Senhora encontramos e bebemos desta graça que precisamos. Que aprendamos com ela a estar junto daqueles que estão gemendo e chorando no vale de lágrimas, volver os nossos olhos para eles, e assim mostrar a Jesus.

Que a gente possa abraçar esta missão deste mês, e assim possamos a cada dia tornar concreto o objetivo de nossa própria existência, que é ser novos Cristos aqui na terra. E que a Mãe dos Aflitos interceda por nossas causas e as dos que encontraremos ao longo da caminhada. Amém!


Escrito por
Everton Lucas (Fotos Everton Lucas)
Everton Lucas

Apresentador e estudante de comunicação.

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