Crescendo na Fé

Desfruta a vida com prudência

Dante Aragón (Arquivo Pessoal)

Escrito por Dante Aragón

28 ABR 2021 - 08H42 (Atualizada em 28 ABR 2021 - 09H27)

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Para nós católicos, a nossa vida cristã não é um itinerário de busca de prazeres nem evitar todas as dores; nós relevamos esta tendência natural para trilhar um itinerário espiritual encarnando a vida de Cristo em nós, que já nos foi dada desde o nosso batismo. Mas, certamente, a experiência de desfrutar das bondades de Deus e o prazer na Sua lei é algo não só válido, como também querido por Ele.

Leia Mais3 Passos para viver a prudência no dia-a-diaPara encontrar este justo equilíbrio, encontramos nas virtudes cardeais (Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança), um tesouro, pois elas - a partir da fonte em que bebem, que são as virtudes teologais (Fé, Esperança e Caridade) - são virtudes que podemos adquirir humanamente para crescer na nossa vida cristã. Descreveremos, em seguida, a virtude da Prudência e como esta é essencial.

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Segundo o Catecismo:

“A prudência é a virtude que dispõe a razão prática a discernir, em toda circunstância, nosso verdadeiro bem e a eleger os meios retos para realizá-lo”. (CIC, 1806).

Segundo São Tomás, na sua obra prima Suma Teológica:

“A prudência é a regra da reta ação (Sum. Th. II-II,47,2).

No Antigo Testamento, a prudência é exaltada especialmente nos livros sapienciais, nos quais é entendida inicialmente como sanidade, que surge da reflexão e experiência diante do mundo criado e dos acontecimentos da história. A prudência está unida estreitamente à sabedoria. E no Novo Testamento, os doutores da lei ficaram admirados da inteligência e prudência de Jesus, quando ele tinha apenas 12 anos (Lc 2,47).

Trazendo para a nossa realidade atual, a prudência é o que nos faz ver o bem, projetar nossos objetivos e metas, acolhendo a graça de Deus para poder cumprir Seu Plano de Amor. Por último, lembremos que, se não formos prudentes, desfrutando da nossa vida sem prudência, não estaremos em comunhão com Deus, e isso nos levará pouco a pouco ao afastamento da Sua graça e do nosso caminho à vida eterna, como afirma o texto de Romanos 6,23:

“Porque o salário do pecado é a morte, e a graça de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus”.

Escrito por
Dante Aragón (Arquivo Pessoal)
Dante Aragón

Dante Aragón, nasceu no Perú, é administrador, mestre em psicologia, especialista em antropologia cristã e participa do Movimento de Vida Cristã em Petrópolis (RJ), desde 2003

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