Por João Antônio Johas Leão Em Crescendo na Fé Atualizada em 23 JAN 2018 - 16H54

Os motivos da morte de Jesus

morte de jesus, e ressurreição, páscoa, semana santaNessa semana santa temos a nossa frente de maneira particularmente intensa a imagem da crucificação e morte do Senhor Jesus. É uma imagem conhecida para nós católicos, na qual precisamos meditar uma e outra vez para aprofundar na nossa amizade com Ele que está crucificado por nós. Uma pergunta que pode nos ajudar a entrar um pouco mais nesse mistério de amor é a seguinte: Porque morreu Jesus?

Antes de saltar para a resposta que todos conhecemos de maneira talvez superficial e dizer que Ele morreu por nossos pecados, aproveitemos essa semana santa para realmente nos aproximarmos um pouco mais desse acontecimento e quem sabe entender um pouco melhor o que significa para cada um de nós que Ele tenha morrido por nossos pecados.

Uma primeira passagem que penso que ilumina toda essa realidade da Paixão e Morte de Jesus se encontra no Evangelho de João: “Ninguém a tira de mim; antes Eu a entrego de espontânea vontade.” Nessa passagem está falando sobre sua própria vida e nos deixa claro que tudo o que está por acontecer com ele na sua Paixão e Morte, acontece porque Ele está entregando sua vida livremente. Pode parecer que Jesus está dominado e subjugado quando o flagelam e fazem piadas sobre Ele, mas tudo isso só está acontecendo porque Ele mesmo quis estar ali. E porque Ele quis? Por amor a cada um de nós.

O Catecismo nos mostra primeiramente uma visão mais terrena de todo o processo de Jesus e vale a pena conhecer o que aconteceu de fato naqueles dias. Nos diz o Catecismo no número 596: “O Sinédrio, depois de declarar Jesus “passível de morte” na qualidade de blasfemador, mas, tendo perdido o direito de pô-lo a morte, entrega Jesus aos romanos, acusando-o de revolta política, o que colocará Jesus no mesmo pé que Barrabás, acusado de sedição (Ato de rebelião). São também ameaças políticas o que os chefes dos sacerdotes fazem a Pilatos para que condene Jesus a morte.”

 

“morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras.”

Sabemos pelas escrituras que Pilatos, cedendo à pressão do povo, entregou Jesus para ser crucificado e lavou as suas mãos do Sangue de Cristo. Não podemos atribuir no entanto a culpa de que Jesus tenha sido crucificado à Pilatos ou aos Judeus que o queriam morto. O Catecismo continua nos ensinando que “foram os pecadores como tais os autores e como que os instrumentos de todos os sofrimentos por que passou o Divino Redentor. [...] E é imperioso reconhecer que nosso próprio crime (dos cristãos), neste caso, é maior do que o dos judeus. Pois estes, como testemunha o Apóstolo, “se tivessem conhecido o Rei da glória, nunca o teriam crucificado.” (1 Cor 2,8)

Jesus, semana santa, ressurreiçãoAgora sim devemos voltar a resposta que conhecemos. Jesus “morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras.” Estava no projeto do Pai essa entrega até o extremo. Como nos diz o catecismo, “Deus permitiu os atos nascidos de sua cegueira, a fim de realizar seu projeto de salvação.”

“A morte redentora de Jesus cumpre em particular a profecia do Servo Sofredor. Jesus mesmo apresentou o sentido de sua vida e de sua morte à luz do Servo Sofredor. Após a sua Ressurreição, ele deu esta interpretação das Escrituras aos discípulos de Emaús, e depois aos próprios apóstolos.” (Catecismo 601)

A morte de Cristo é uma realidade muito dura. Ela nos lembra de quão graves são os nossos pecados, mas também, e sobretudo, nos lembra que o amor de Deus é maior que todos os nossos pecados juntos. Ele, sabendo de todas as nossas misérias, as assume livremente em Jesus, para poder salvar-nos da escravidão do pecado e para abrir-nos a uma vida Plena em comunhão com Deus. No fim das contas, voltamos, espero que com maior profundidade, a resposta de que Jesus morreu por amor a mim, a você e a toda a humanidade. Aproveitemos essa semana e em particular a Sexta-Feira Santa para agradecer-lhe com todo nosso coração e com uma vida mais santa.

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