Por Jovens de Maria Em Crescendo na Fé Atualizada em 18 MAI 2020 - 11H29

São João Paulo II e sua herança para os jovens de hoje

No dia em que o "Papa da Juventude" completaria 100 anos de idade, o Jovens de Maria faz memória a São João Paulo II, um homem que foi fiel ao catolicismo e presenteou os jovens católicos com uma fonte de renovação de fé que até hoje move gerações.

Shutterstock
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Papa João Paulo II, que durante todo o seu papado mostrou uma atenção especial para com os mais novos, foi o fundador da Jornada Mundial da Juventude. Devemos a ele todo o legado deixado pela JMJ, bem como todo o momento que a nova geração de católicos está vivendo.

Sua juventude foi marcada pela fé em Cristo: mesmo em meio à afronta nazista e, depois, aos empecilhos causados pelo domínio comunista, João Paulo II estudou para ser padre e dedicou sua luta a manter e disseminar o catolicismo pela Polônia.

História da JMJ

Reprodução Facebook/JMJ
Reprodução Facebook/JMJ


Em 1984, foi celebrado um encontro da juventude com João Paulo II, na Praça de São Pedro, no Vaticano - evento organizado por conta do Ano Santo da Redenção. Na ocasião, o Papa passou aos jovens a Cruz que, futuramente, seria um dos principais símbolos da JMJ; hoje conhecida como Cruz da Jornada.

1985 foi declarado Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas, e mais um encontro com os jovens foi agendado. Desta vez, foi anunciada a instituição da Jornada Mundial da Juventude.

Hoje, anos depois, a Jornada Mundial da Juventude acontece anualmente nas dioceses de todo o mundo, e a cada 2 ou 3 anos, um encontro internacional dos jovens com o Papa é promovido, e tem duração de aproximadamente uma semana.

As Jornadas continuam como fonte para reabastecer a fé, de cada jovem na Igreja, e da Igreja nos jovens. É a concretização de um sonho de João Paulo II, e, ano após ano, reúne as novas gerações para reavivar a fé católica e proclamar os ensinamentos de Jesus Cristo:

“O principal objetivo das Jornadas é fazer da pessoa de Jesus o centro da fé e da vida de cada jovem, para que Ele possa ser seu ponto de referência constante e também a inspiração para cada iniciativa e compromisso para a educação das novas gerações.”

(Carta de João Paulo II ao Cardeal Eduardo Francisco Pironio, 
por ocasião do Seminário sobre as Jornadas Mundiais da Juventude, organizado em Czestochowa).

Juventude

Reprodução Aleteia
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Há vários fatos muito interessantes sobre a juventude de João Paulo II, como por exemplo, o seu enorme apreço por esportes.

Mas não podemos citar a juventude de Papa João Paulo II sem antes contextualizar o que seu país natal estava vivendo. Batizado pelo nome de Karol Wojtla, nasceu em 18 de maio de 1920, na cidade de Vadovice, na Polônia, em meio a uma guerra contra os soviéticos. Época em que o país lutava para sobreviver e estava encurralado entre três nações imperialistas: Alemanha, Rússia e Áustria.

Em 1865, o Reino da Polônia foi abolido. Até a Primeira Guerra Mundial, a Polônia simplesmente não existia: falar polonês era punido como crime e demonstrar orgulho nacional era proibido. Mas as características daquele povo foram mantidas e sobreviveram na clandestinidade. Ser católico era um ato de amor à pátria, pois a Polônia era - e ainda é - um país majoritariamente católico.

Com o fim da Primeira Guerra, a Polônia voltou a existir como nação, mas continuou cercada de inimigos.

Karol, desde criança, foi um católico fervoroso, capaz de passar horas rezando. Mas, antes de ser católico, era nacionalistaEm 1939, Hitler invadiu a Polônia, iniciando a Segunda Guerra Mundial. Naquela época, Karol queria ser ator e interpretava textos épicos de autores poloneses.

O jovem de 19 anos também tinha o desejo de ajudar a Polônia a vencer a guerra, mas queria fazer isso de uma forma diferente, “ganhando os espíritos” através do teatro nacionalista.

Em 1942, Karol anuncia sua vontade de virar padre, mas continuando com a mesma vontade de “ganhar espíritos” e manter viva a identidade de seu país. Na época, os nazistas tinham proibido missas, fechado seminários e afrontado a religiosidade polonesa. Assim, estudar para ser padre era considerado um ato subversivo.

Mesmo após a expulsão dos nazistas pelos soviéticos, a Polônia foi dominada pelo regime comunista, que rejeitava a religião. Karol, insistindo em sua vocação, continuou ensinando os valores católicos e ajudando as pessoas a levarem uma vida guiada por Cristo.

Fé profunda, princípios firmes, valores indissolúveis e talento diplomático marcaram a trajetória daquele que nasceu e se tornou Papa com o mesmo carisma e determinação de sua juventude. Relembrar a vida e história de João Paulo II é uma forma de incentivar tantas outras pessoas a seguir o seu exemplo.

Canonização

Reprodução Vatican News
Reprodução Vatican News

João Paulo II e Papa João XXIII foram canonizados no dia 27 de abril de 2014, no Vaticano, num dia que ficou marcado como "o encontro de quatro papas":  além dos que foram canonizados na ocasião, Bento XVI, papa emérito, que participava da celebração e Francisco, que a presidiu. Tudo sob os braços de Pedro, primeiro papa da história da Igreja, que os acolheu na praça que leva seu nome.

A festa litúrgica de São João Paulo II é celebrada no dia 22 de outubro.

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