Por Pe. Leandro Luís Em Crescendo na Fé Atualizada em 02 FEV 2018 - 09H37

Perder ou ganhar a virgindade?

Com o passar dos anos, meninos e meninas adentram em um novo universo afetivo: a puberdade. Ela é o período da adolescência onde ocorrem as inúmeras mudanças corporais e mentais, trazendo à tona as características masculina e feminina secundárias no corpo humano.

Este período é uma espécie de ponte para a juventude e a vida adulta. Não é possível ser adulto sem antes viver a adolescência. Existe, entretanto, um processo interessante, chamado de amadurecimento tanto físico, quanto emocional, nesta fase da vida que deve ser respeitado e acolhido como boa condição ao amadurecimento e crescimento pessoal.

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É exatamente para o alcance da maturidade afetiva e sexual que a Igreja Católica reserva especial atenção aos “pré-jovens”, dando-lhes a oportunidade não de perder, mas sim, de ganhar a própria virgindade.

Ser virgem é uma realidade que se pode encontrar na atualidade. Trata-se de uma situação física especial presente em nosso meio. Embora vejamos tantas ações que tendem a incentivar o sexo precoce e, por consequência, a “perda da virgindade”, esta última corresponde com a essência do nosso ser de Deus.

Assim sendo, ser virgem não é um problema e nem um crime. Muito menos é um tabu a ser quebrado ou uma situação a ser superada pelos moços e moças.

 

Faz parte do nosso ser viver cada um dos sentimentos, das emoções e sensações do corpo.

Como sabemos, o corpo é templo vivo do Espírito Santo. Cada vez que nos guardamos, evitando o sexo antes do casamento, seja na fase de namoro ou das “ficadas”, estamos no caminho certo em direção à vitória da virgindade.

Esta, por sua vez, deve ser protegida, pois, como bênção de Deus, será o presente que tanto o homem, quanto a mulher entregarão, após o casamento, um para o outro.

Deste modo, ser virgem é poder contemplar na própria humanidade a graça e a bondade de Deus, que nos fez à sua imagem e semelhança.

Há, infelizmente, nesta fase da vida, uma corrente danosa que é a busca por abandonar a virgindade, ou seja, a pressa de realizar o sexo e assim poder perder a virgindade. Até certo ponto é natural esta busca, afinal de contas, os hormônios trabalham à flor da pele, o que aumenta a sensibilidade física e o desejo de atração. Porém, há um momento para tudo nesta vida. Na juventude o momento é de viver um namoro na santidade por meio do autoconhecimento e do conhecimento alheio.

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Contudo, falta aos jovens e adolescentes a consciência de que ser virgem não é um problema, não é um erro, nem é sinônimo de homoafetividade. Ser virgem é uma dádiva. Ser virgem é um espelhar-se no ser de Deus.

Sentir desejos não é ruim. Ter excitações não é anormal. São sinais de que estamos vivos. Faz parte do nosso ser viver cada um dos sentimentos, das emoções e sensações do corpo. O problema está no modo como convivemos com os nossos desejos e excitações. A dificuldade está no mau uso e direcionamento dos afetos.

Acredito muito que é possível ser santo sentido que existimos. Não podemos nos doar aos outros frios e moribundos! Por isso, quando se busca, desenfreadamente, perder a virgindade, tem-se a perda do que de mais belo nós temos: ganhar.


Escrito por
crescendo na fé revista jovens de maria
Pe. Leandro Luís

Padre na Arquidiocese de Pouso Alegre

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