Por Anna Laura Barreto Em Crescendo na Fé

Ser caridoso e solidário

A juventude é uma fase importante, de transição. É quando se forma a personalidade, firmam-se os valores e quando mais se ganha maturidade. Etapa importante e que precisa ser aproveitada – para crescer socialmente e espiritualmente. Por isso consideramos fundamental que, neste momento, seja desenvolvido no coração os sentimentos de caridade e solidariedade.

Você deve estar se perguntando: mas existe diferença nestas palavras?

Embora ambas as palavras traduzam próximos e bons valores, existe diferença, sim. A caridade é a benevolência para com todos, o perdão das ofensas e a indulgência para as imperfeições. Ela também se contempla através do amor ao próximo: é proveniente da compaixão, do sentimento de pesar e da vontade de ser um agente de transformação de vidas.

Já ser solidário é ter interesse em ajudar – e o ato de ajudar – o próximo. Ela se manifesta através de um sentimento de entreajuda, onde pessoas se apoiam mutuamente em busca de virtudes e melhorias. Solidariedade não é só doação; é troca.

Estes atos fazem um mundo de diferença para quem precisa, e são valores que devem estar presente na família, sendo passado dos pais para os filhos.

E, se você pensa que, para ser solidário ou caridoso é preciso doar objetos, dinheiro ou bens materiais, está muito enganado. É claro que esse tipo de doação é necessário, principalmente quando nos referimos aos mais pobres e marginalizados. Porém, atitudes também podem fazer de nós pessoas caridosas. Veja alguns exemplos:

- ser presente e prestativo;
- ser aberto ao diálogo com nossos amigos e familiares;
- ser conselheiro, evangelizar e proclamar os ensinamentos de Cristo;
- ser paciente;
- ser honesto;
- compreender as falhas alheias sem fazer julgamentos;
- cumprir regras para uma boa convivência;
- falar com doçura, sem exagerar no tom de voz;
- falar sempre palavras carinhosas e positivas.

São essas atitudes que nos transforam em pessoas boas e agradáveis. Estas ações devem pautar a vida de quem preza por equilíbrio e felicidade, pois nos distanciam do egoísmo, nos aproximando de Deus.

Como diz um canto católico: “De mãos estendidas ofertamos, o que de graça recebemos”. O simples verso traduz como devemos colocar em prática a solidariedade e a caridade: muitas vezes a vida nos proporciona coisas simples e maravilhosas, como pessoas de bem ao nosso redor, estabilidade financeira, paz familiar, conforto espiritual, saúde, entre outras bênçãos que recebemos de graça. E tantas outras pessoas não têm a mesma oportunidade de recebê-las. Nestas situações, devemos reconhecer nossas abundâncias, sentir compaixão e nos doar para o próximo, ofertando aquilo que temos a quem não tem.

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Por Anna Laura Barreto, em Crescendo na Fé

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