Por Diego Sávio Em Dica de Cinema Atualizada em 26 SET 2017 - 15H31

Dica de Cinema: Capitão América e as virtudes cristãs

O que a história, tirada dos quadrinhos, de um homem franzino que aceita ser cobaia em uma experiência científica que o torna um super-soldado tem a nos dizer? Talvez não que possamos ser fortes por causa de um soro ou radiação, mas que não deixemos de ser o melhor que pudermos.

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Capitão América: o Primeiro Vingador, filme de 2011 que insere no universo cinematográfico da Marvel (MCU) o sentinela da liberdade, não é somente mais um filme de origem de um super-herói. Recorda-nos o quanto perdemos de nossa capacidade de cultivar valores.

Em uma das cenas do filme o cientista Abraham Erskine (interpretado por Stanley Tucci), responde ao soldado Steve Rogers (Chris Evans) que o questiona da razão de ser ele o escolhido – lembrando que Steve era um magricela sem saúde:

“Creio que seja a única pergunta que importa (...) o mais importante é o homem. O soro amplia tudo o que há lá dentro, então, o bom se torna ótimo. Por isso você foi escolhido. O homem forte, que sempre conheceu o poder pode perder o respeito por esse poder, mas o homem fraco conhece o valor da força e conhece a compaixão”.

O quanto essas palavras gritam a nós que nos declaramos cristãos!

Somos fracos. Por isso reconhecemos o valor e a necessidade da Força que vem do alto, o Espírito Santo, do Santificador, que nos torna virtuosos.

O Catecismo da Igreja Católica vai nos ensinar a partir do número 1803: “A virtude é uma disposição habitual e firme para fazer o bem. Permite à pessoa não só praticar atos bons, mas dar o melhor de si. Com todas as suas forças sensíveis e espirituais, a pessoa virtuosa tende ao bem, procura-o e escolhe-o na prática (...). Pessoa virtuosa é aquela que livremente pratica o bem”.

Como necessitamos lembrar o quanto os valores tem valor! Como é urgente reconquistar em nossa vida o sermos pessoas virtuosas! Steve Rogers, o Capitão América, nos faz relembrar isso. Traz-nos de volta o valor da coragem e da fortaleza, da honra e da busca do que é correto; do bem, do dar o melhor de nós mesmos até chegar ao sacrifício, e isso de forma livre.

No final do diálogo entre o Dr Erskine e Rogers – na mencionada cena – o cientista vai dar um conselho que vale a todos nós: “Aconteça o que acontecer com você, quero que me prometa uma coisa: que vai continuar sendo quem é. Não um soldado perfeito, mas um homem bom”

Não perfeito – no sentido de não precisar mais melhorar-se – mas, um ser humano bom.

Abraço e paz! 

Escrito por
Diego Savio
Diego Sávio

Cantor católico e cinéfilo.

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