Por Elígio Junior Em Dica de Cinema Atualizada em 26 SET 2017 - 15H36

Dica de Cinema: O bom Dinossauro

Atualmente, apenas fazer um filme não é o suficiente para conquistar os corações de um público mais apaixonado. Os criadores e atores precisam ir além e buscar maior proximidade com as pessoas comuns, seja por intermédio das redes sociais ou eventos de nicho. E, esse foi exatamente o caminho escolhido por Peter Sohn, diretor de O Bom Dinossauro, novo longa-metragem em animação dos estúdios Pixar. 

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Peter esteve presente na Comic-Con Experience 2016 em São Paulo e o canal Jovens de Maria participou do painel estrelado pelo diretor que, além de exibir o filme em primeira mão um mês antes da estréia no Brasil, esbanjou simpatia e empatia. 

Antes de falar sobre o projeto, Sohn apresentou um storytelling em desenho animado bastante simples para contar sua história de vida, do nascimento como filho de imigrantes sul-coreanos, passando pela juventude vivida junto ao irmão mais velho - e as brincadeiras em mundos imaginários da TV -, até oinício de vida profissional na Pixar. Certamente, a maneira mais poética e emocionante de provar-se como artista, ser aplaudido de pée derramar algumas lágrimas diante as 2.500 pessoas presentes no painel. 

Denise Ream, produtora do longa, não ficou de fora e também foi chamada ao palco. Juntos, contaram algumas histórias de bastidores e descreveram o filme como uma história western de amor, crescimento e sobrevivência, fundamentos claramente transmitidos pela narrativa. Nela, o jovem apatossauro Arlo, após um grande trauma familiar, se vê ingresso em uma aventura ao lado de seu "bichinho" de estimação Spot: um jovem humano primitivo. Ambos viverão momentos de descoberta e aprendizado em um mundo jurássico pouco explorado. 

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Tecnicamente, o filme é redondo, com uma computação gráfica primorosa e protagonistas modelados para ganhar a simpatia de todos desde o início. Montagem acertada e trilha sonora de Jeff Danna e Mychael Danna– aparentemente inspirada em Horward Shore– que trabalha muito bem a favor da obra, principalmente nos picos de drama e aventura. 

Apesar de pouco inovador, o roteiro utiliza o recurso "amigo-cachorro" de maneira criativa. Enquanto os humanos se comportam como animais irracionais e subdesenvolvidos, os dinossauros se apresentam como seres inteligentes, que sabem falar, conviver em família, plantar, cultivar e armazenar alimentos. O resultado final não foge da jornada clássica do herói, destacando-se com referências de cultura pop – procurem pelas homenagens a O Rei Leão e Tubarão–; interação entre a natureza e as personagens; nuvens digitais produzidas pela primeira vez na história da Pixar; e a superação e amizade, principais mensagens deixadas por Arlo e Spot.


Escrito por
eligio JM
Elígio Junior

Pós-graduado em gestão executiva da televisão

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