Por Jovens de Maria Em Artigos Atualizada em 07 SET 2020 - 15H29

Somos realmente independentes?

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Ter independência é, como o próprio nome diz, não depender dos outros. Podemos relacionar vários fatos e situações sobre a palavra “independência”. Primeiro, que a soberania e á capacidade de um Estado decidir, por si próprio, suas ações e projetos. É a condição de não ficar esperando alguém decidir por nós.

Em 1822, foi proclamada a independência política e econômica do Brasil em relação a Portugal, mas esse processo não atingiu toda a população e nem resultou em melhora de condições de vida para todos.

Todos os erros e acertos na história do Brasil foram realizados por decisões políticas. Como um país tão pequeno como Portugal conseguiu dominar o imenso Brasil? Neste caso, a dominação de ideias funciona muito melhor que as armas.

Paralelamente, o principal aspecto que nos faz dependentes até hoje, não mais de Portugal, mas de outros países, é acharmos que tudo que não é brasileiro é melhor. Somos convencidos que "o Brasil é um lixo" e que "não tem jeito". Porém, o Brasil é o maior exportador de carne do mundo, tem uma das maiores biodiversidades do planeta, onde vivem animais que não existem em nenhum lugar do mundo. Isso, por si só, já nos coloca em pé de igualdade com outros países.

Existe também uma dependência cultural. Somos levados a acreditar que produtos fabricados nos Estados Unidos, por exemplo, são melhores do que os nossos, e que "tudo que vem de fora é melhor". A arte a e cultura da Europa, por exemplo, são muito valorizadas. Aqui no Brasil, infelizmente, nós esquecemos nossa história dentro os museus e, literalmente, botamos fogo.

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No que precisamos pensar

Não existem povos inferiores ou superiores. O Brasil possui capacidade de realizar muitas coisas. Porém, é necessário que compreendamos esta realidade para, depois, podermos dar passos mais largos adiante.

Nossa dependência sempre vai continuar a existir enquanto olharmos para o Brasil e achamos que tudo é péssimo, ruim e que sempre vai ser assim. É preciso mudar esta visão, no sentido de passar a valorizar o País, sua história, sua cultura e seu povo.

Mauro Sérgio da Silva
Licenciado em História pela UNINOVE
e pós-graduado em Política e Sociedade pela Faculdade São Luís

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