Por Deniele Simões Em Hallel

Tia Lolita: "Louvamos a Deus pelo Hallel em Aparecida"

tia lolita

Por Deniele Simões - Jornal Santuário

O Santuário Nacional prepara-se para acolher jovens de todo o Brasil e até de alguns países estrangeiros que vão participar da segunda edição do Hallel Aparecida, nos dias 16, 17 e 18 de maio.

As comissões que organizam o evento estão trabalhando a todo vapor para garantir o melhor aos jovens.

Em clima de preparação para o evento, o JS traz uma entrevista exclusiva com a idealizadora do Hallel, Maria Theodora Lemos Silveira, a tia Lolita.

Ela conta como tudo começou em 1988, na cidade de Franca no interior paulista. Tia Lolita analisa positivamente a parceria com o Santuário, que trouxe o Hallel para Aparecida, e fala do prazer de trabalhar com a evangelização de jovens.

Jornal Santuário de Aparecida  Como surgiu a ideia de criar o Hallel?

Maria Theodora Lemos Silveira – Em 1988, a Renovação Carismática Católica na diocese de Franca fazia 10 anos. Reunida com dois jovens músicos, rezamos para ouvir o que o Senhor queria que fizéssemos. Tive uma visualização de muitos jovens curtindo música. Na época estava havendo o Rock in Rio e senti Jesus me explicando que Ele queria os jovens para Ele, não com drogas, mas com a paz, a alegria, o amor. Falei com a minha família, com o nosso bispo, na época dom Diógenes Silva Matthes. Ele aceitou, abençoou e a comunidade assumiu.

JS  Na época, seus filhos eram músicos e tocavam na noite. Como começou o interesse deles pela música cristã?

Tia Lolita – Tudo no Hallel é graça de Deus. Meus filhos – tenho três homens e duas mulheres – logo entenderam o sentido do que devia acontecer. O dom é de Deus, a música não é só deles, mas de todos.

JS  A primeira edição do Hallel, em 1988, não teve uma adesão muito grande. Como o evento começou a crescer e a se tornar conhecido?

Tia Lolita – O primeiro Hallel foi ótimo, tão bom que resolvemos fazer outro no ano seguinte. Daí para frente não paramos mais. Depois, em 1993, levamos para outra cidade e, em 1995, para mais outras e não paramos até hoje, graças a Deus.

JS  Hoje o Hallel é um evento de música e pregação católicas consolidado. Em que localidades acontece? Existe a possibilidade da realização em novos locais?

Tia Lolita – Há Hallel em Maringá (PR), Brasília (DF), Paracatu (MG), Londrina (PR), Fortaleza (CE), Taboão da Serra, Ribeirão Preto, Sertãozinho, Ourinhos, São Carlos, Aparecida e Restinga, no estado de São Paulo.

Todos os anos, damos o curso de capacitação para fazer Hallel. Este ano acontece nos dias 21, 22 e 23 de fevereiro.

Hallel é marca registrada, precisam de nossa autorização por escrito para usarem o nome Hallel. Hallel é Som e Vida. Som é a Música e Vida é o Evangelho, e prezamos muito que todos façam Hallel na essência do que é Hallel: “fazer a vontade do Senhor”.

Juntamente com esse curso acontece a avaliação das cidades que fazem Hallel, e nos preparamos para o II Hallel de Aparecida, que é o ponto de encontro de todos os Halleis, na Casa da Mãe Aparecida.

Também fazemos Hallel nos Estados Unidos, no México, no Peru, na Colômbia, no Chile, no Paraguai, em Ghana, na África. Como acontece no Brasil, também em outros países damos o curso de capacitação, para a maior glória de Deus. Sempre com Jesus! Nunca sem Maria!

JS  Como o Hallel foi trazido para a Casa da Mãe?

Tia Lolita – Fazer Hallel é sempre o resultado de oração. Todos queríamos fazer Hallel em Aparecida e a Mãe abriu as portas. Tivemos o apoio de dom Darci, que nos animou muito; hoje é o padre Domingos que nos acompanha, além de uma equipe comprometida, como a de vocês.

JS  Qual a avaliação da parceria com o Santuário Nacional?

Tia Lolita – Depois do Hallel de Aparecida, por causa da transmissão de rádio e TV, o Hallel ficou mais conhecido e mais procurado. Louvamos a Deus por isso e somos agradecidos.

JS  Qual a satisfação de trabalhar com jovens ajudando-os a encontrar o caminho de Cristo?

Tia Lolita – Não encontro palavras que traduzam a alegria de trabalhar com jovens. Pessoalmente faço isso há 43 anos e sempre estou aprendendo com eles.

JS  O que é a Hallel Escola e como funciona a metodologia de trabalho?

Tia Lolita – Temos a Hallel Escola que funciona o ano todo com cursos. Trabalhamos mais com acampamentos. Começamos com crianças de 5 a 7 anos, com o Acampamento Querubim. Para as de 8 a 10 anos é o Acampamento Serafim. O Acampamento Davi é destinado a crianças de 11 a 13 anos. Para jovens de 14 a 16 anos fazemos o Acampamento Hacoré e, para os jovens de 17 em diante o destino é o Acampamento Maanaim. Já o Acampamento Tenda é destinado a famílias, casais e, para depois de 60 anos, ainda temos o Acampamento Ana e Joaquim, que foram os avós de Jesus, e o Acampamento Canaã, direcionado aos crismandos. Além disso, temos grupos de adoração, de terço e de formação. tia lolita

JS  Por que a música é um dos melhores instrumentos de evangelização?

Tia Lolita – Em todas as idades as pessoas gostam de música, em ritmos diferentes, e se deixam tocar por ela. E em termos de evangelização é um atrativo que dá certo.

JS – A senhora encontrou dificuldades no início desse trabalho maravilhoso?

Tia Lolita – Sempre respondo, em termos de comunidade, perguntas assim. Trabalhar no Hallel dá imensas alegrias. As graças acontecem. Em todas as equipes de Franca ou de outro lugar, é comum ouvirmos comentários assim: “O ano que vem vamos fazer” ou “é um ano em oração e preparação procurando em tudo fazer o que Jesus nos fala, como Maria nos ensina”. O Hallel é consagrado ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. Somos uma família consagrada.

Portanto, faria tudo de novo, mesmo sem saber o que Jesus nos reserva. Ele é um Deus de surpresas.

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