Por Martín Ugarteche Fernández Em Jovens de Maria Atualizada em 18 DEZ 2019 - 09H57

Saiba a história e o significado dos principais símbolos de Natal

Desde o mês de Novembro, as ruas das nossas cidades, as lojas, as nossas próprias casas são enfeitadas com diferentes objetos que nos remetem à importância do Natal, festa na qual comemoramos o nascimento de Jesus em Belém, há mais de 2000 anos.

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Neste pequeno artigo, 
farei uma explicação breve do significado de cada um desses símbolos. Espero, que seja um ponto de partida para que depois você possa aprofundar mais sobre o assunto.

A Coroa de Advento



Este símbolo não é propriamente natalino, mas nos remete diretamente ao Natal, pois é o símbolo do tempo do Advento, que são as quatro semanas que precedem o Natal, no qual nos preparamos para a vinda do Senhor. Essa vinda aconteceu em Belém há mais de 2000 anos, acontecerá no fim dos tempos e acontece a cada dia, quando o Senhor Jesus se faz um pedaço de pão na Eucaristia, fonte e cume de toda a vida da Igreja.

A Coroa é um símbolo originalmente pagão, que simbolizava para os povos bárbaros a vida que resiste ao inverno. Ao fazer coroas com folhas de cipreste, esses povos mantinham viva a esperança na volta da primavera e na riqueza da vida. Quando foram evangelizados, eles continuaram utilizando a coroa, mas simbolizando Jesus, quem oferece ao homem a verdadeira vida, que vence a morte. Durante as quatro semanas de Advento, a coroa ficava dentro de casa, cada vez mais iluminada e, ao chegar o Natal, a família pendurava a coroa do lado de fora da porta da casa, como um sinal claro de que esse lar era cristão.

A Árvore de Natal

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Muito além de presentes, Papai Noel e árvore, é tempo de celebrar Jesus em família.


A Árvore de Natal também nos remete à vida. Tradicionalmente é um pinheiro, que permanece verde e cheio de folhas ao longo do inverno. Há um livro muito bonito, com poemas de Natal e ilustrações de Cláudio Pastro, onde se diz que no Brasil, se se tivesse de escolher uma árvore para ser a árvore de Natal, teria que ser escolhido um lindo ipê amarelo. 

De fato, no Brasil a vegetação permanece viva e verde durante o ano todo, e por isso é difícil entender a escolha do pinheiro para nós. Porém, a árvore nos remete também à árvore do Bem e do Mal, que estava no Paraíso, e de cujo fruto comeram Adão e Eva, no relato do Pecado Original. Também nos remete à Árvore da Cruz, na qual Jesus levou até o extremo o seu amor reconciliador por cada um de nós, vencendo o pecado e a morte que mantinham prisioneiros até esse momento todo o gênero humano. Os frutos pendurados na árvore nos lembram exatamente todos os frutos que colhemos diariamente da Encarnação do Verbo e da missão que Ele veio cumprir na terra e efetivamente cumpriu.

O Presépio

Thiago Leon
Thiago Leon


O Presépio é o símbolo mais explicitamente cristão. Tenho amigos que adoram montar presépios e montam vários nas suas casas, de vários estilos e procedências. O Presépio foi uma invenção de São Francisco de Assis e inicialmente era sempre vivo, isto é, pessoas reais representavam os papéis dos personagens do presépio. O Presépio nos remete à simplicidade e à paz de Belém, à atitude vigilante e protetora de José, à acolhida maternal de Maria e à ternura e bondade do Menino, que veio para nos salvar. Os pastores e os reis nos lembram todos nós, que somos chamados a adorar o Menino, e que chegamos a esse nosso destino por diversos caminhos, alguns mais complexos e intrincados, outros mais simples e diretos.

Há alguns outros símbolos sobre os quais você mesmo pode pesquisar, como a estrela, as luzes, os anjos e os sinos.

Resumindo bastante, todos eles chamam a atenção dos nossos sentidos, para que dirijamos a nossa atenção para o mais importante deste tempo, que é o amor terno e de um Deus feito Menino, “o leão feito cordeirinho” como o chamava o Padre Antônio Vieira, que já desde a manjedoura adianta para nós, silenciosamente, as Bem Aventuranças do Reino.

Escrito por
martín ugarteche (Arquivo Pessoal)
Martín Ugarteche Fernández

Nasceu em Lima, Peru, no ano de 1978. É membro do Sodalício de Vida Cristã desde 1996. Desde 2001 mora em Petrópolis, na Comunidade Sodálite "Mãe da Reconciliação", onde desenvolve diversos projetos de formação e evangelização da cultura. É professor de filosofia na Universidade Católica de Petrópolis, onde leciona Ética, Lógica e Filosofia da Natureza.

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