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Governo Federal intensifica discussões sobre orçamento de 2024

Especialista em finanças públicas, Raul Velloso avalia que a estrutura de gastos da união deixa pouco espaço para investimento

Escrito por Rádio Aparecida

06 NOV 2023 - 08H40 (Atualizada em 06 NOV 2023 - 11H03)

wrangler/shutterstock

O presidente Lula voltou a defender na última semana que o Governo faça investimentos. A fala se soma à discussão envolvendo a meta fiscal do Governo para o ano que vem. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad defende a meta de zerar o déficit das contas públicas. Ou seja, fazer com que o Governo não gaste mais do que arrecada.

Já Lula declarou que "dinheiro bom é dinheiro transformado em obra" e já tinha dito que dificilmente o governo vai cumprir a meta de déficit zero.

O economista especialista em finanças públicas Raul Velloso avalia que a estrutura de gastos da União deixa pouco espaço para investimento. Um levantamento feito por ele com dados mais recentes mostra que a Previdência detém a maior fatia dos recursos disponíveis.

"Dos recursos disponíveis, o gasto da União ou o orçamento da União, ele tem três pedaços: o primeiro é a Previdência, que é mais da metade, algo em torno de 52%. O segundo são os itens que os governos consideram nobres como assistência social, saúde, educação e a despesa com o pessoal em atividade, esse segundo bloco tem um peso de mais ou menos 45% do total. Para fechar a conta, um investimento que é residual e o custo da máquina, que também é residual, aí temos uma situação muito complicada para atualizar." 

Velloso destaca ainda que sem investimentos, é difícil fazer a economia crescer e que qualquer alteração para diminuir os impactos da previdência teria que ser muito bem pensada.

"Não dá para mexer na Previdência sem ter um plano bem concebido. Tem como fazer, mas precisa querer fazer. Com isso você abre espaço para fazer o que o Lula quer, que é preservar o investimento, ele quer aumentar os investimentos. Sozinhos os investimentos estão hoje em torno de 2% do total do orçamento. Isso é um absurdo, como é que o país vai crescer, sua infraestrutura vai se ampliar se não aumentar o investimento." 

Questionado se o aumento da arrecadação poderia ser um caminho para aumentar investimentos e manter a meta de déficit zero, o especialista afirmou que esse seria um caminho muito difícil.

"O Governo ao mesmo tempo está discutindo um projeto de reforma tributária. Eu nunca vi na história fazer reforma tributária para aumentar arrecadação. Se não investir em infraestrutura a economia não cresce, se o PIB não crescer, minimamente, a arrecadação também não cresce." 

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