A dúvida da ouvinte Fátima Rosa Maria, de Joinville–SC, é que, ao ler a Bíblia, ficou intrigada com história de Jonas e a baleia, em que Deus enviou uma baleia para salvar Jonas e ele ficou na barriga do animal por 3 dias.
Diz a passagem que Jonas orou e decidiu se arrepender e seguir a Deus, então Deus mandou a baleia cuspir Jonas em terra seca.
Fátima afirma que “sei que Deus é capaz de fazer o impossível, mas assim como eu, pode haver mais cristãos com um pouco de dúvida sobre algumas passagens da Bíblia”.
Padre Carlinhos começa sua explicação dizendo que a linguagem bíblica se vale de muitos símbolos, imagens e comparações. Há muitos tipos de linguagem na Bíblia, como histórias, poesia, romances, parábolas, orações, profecias, apocalipses e novelas, além de muitos outros gêneros literários.
O livro de Jonas é uma 'novela'; não são histórias que descrevem fatos reais, mas criações literárias para transmitir uma mensagem importante. “Talvez Jonas nunca tenha existido como um personagem real, mas se entendermos qual é a mensagem principal que a sua história quer nos mostrar, nós vamos nos identificar um pouco com Jonas”.
Do que se trata o livro de Jonas?
De forma bem resumida, o tema principal do livro de Jonas é mostrar a todos que Deus não faz acepção entre povos, de que Deus veio para todos. O livro nasceu com a volta do povo do cativeiro na Babilônia e com a organização desse povo sobre a liderança de Esdras e Neemias.
Nesse período, surge o judaísmo sustentado pela lei e a pureza da raça, ou seja, é como se Deus olhasse com amor e misericórdia somente para os judeus de raça pura, e com os outros povos Ele não se importasse, deixasse à míngua. A partir disso, surge a história de Jonas, como uma crítica a essa ideologia presente na vida do povo judeu.
Padre Carlinhos sugere a reflexão: “já que conhecemos a mensagem principal de Jonas, podemos nos perguntar como nos relacionamos com quem não é do nosso Credo? Será que também nós não criamos uma imagem de Deus parecida demais com a ideologia de Neemias e Esdras? Reconhecemos que as outras formas de manifestar a fé merecem todo nosso respeito e direitos, como nós temos?”.
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