Maria nos aponta o caminho da Igreja sinodal. Com essa reflexão, o programa Com a Mãe Aparecida no quadro Igreja em Comunhão, traz uma entrevista com a professora Maria Cecília Domezi, doutora em Ciência da Religião, que indica alguns pontos para compreender como a Mãe de Jesus, sendo a primeira discípula de Jesus, aponta a direção para a sinodalidade, para o sentido do caminhar juntos do povo de Deus. Segundo a professora, Maria revela atitudes sempre unidas à oração, à escuta e ao discernimento, que são características fundamentais da sinodalidade.
"Maria sendo mulher e mãe de tomar atitude, de prática, mas sempre em meditação, em oração, tudo junto. E no Magnificat, Ela que mostra que tem consciência de pertencer ao povo de Deus, e tem consciência histórica desse povo de Deus". Leia o Magnificat aqui!
"Ela teve que fazer uma escolha nevrálgica, difícil e corajosa. Quando seu filho Jesus saiu para seguir a vida pública, todo o clã e os parentes o criticavam, considerando-o louco. E Ela tinha que escolher ou ficar com o clã, com os parentes e deixar o filho seguir, ou segui-lo também. E Ela corajosamente escolheu segui-lo. Portanto, ela é a discípula número um no movimento de Jesus, no discipulado de Jesus. E não tem como seguir Jesus sem ser sinodal, porque é o caminhar juntos".
"Nas bodas de Caná, aquela festa de casamento, ela deixou muito clara essa escolha. Quando tudo parecia caótico, acabou o vinho no meio da festa. E aí Jesus não queria entrar dentro do problema e Ela foi interceder e insistiu. Então, ela tomou atitude. Ela disse para os serventes: por mais caótico e esquisito que pareça, ele mandou encher as talhas de água. Façam como ele está dizendo, façam tudo o que ele disser. E aí a gente sabe do milagre da água transformada em vinho. Ela mostrou uma perfeita sinodalidade. Estava sintonizada com todas as equipes e pessoas servidoras naquele momento, no conjunto com as outras equipes, com as outras pessoas".
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