Por Rádio Aparecida Em Notícias Atualizada em 10 ABR 2018 - 11H15

Série mostra realidade dos venezuelanos que cruzam fronteira do Brasil

A fuga da fome. Esse é o retrato dos venezuelanos que estão sendo obrigados a deixarem seu país e buscarem refúgio em nações vizinhas. Sem comida, sem remédio, sem direito de ter voz, eles atravessam a fronteira que fica na cidade de Pacaraima, no norte de Roraima, na esperança de encontrar aqui uma oportunidade de trabalho.

:: Tremor ocorrido na Bolívia é sentido em cidades brasileiras

Divulgação TV Aparecida
Divulgação TV Aparecida

Esta é a primeira reportagem da série "Desafios da Igreja" apresentada pela repórter Talita Galvão, sobre a realidade de milhares de imigrantes venezuelanos que tem cruzado a fronteira em busca de melhores oportunidades.

Sem poder de compra, um salário mínimo equivale a pouco mais de três reais na Venezuela. Para João Carlos Silva, professor na Universidade Federal de Roraima, é difícil determinar quando esta crise toda começou. Ele pontua que a partir da morte de Hugo Chaves, em 2013, começa-se a ter uma tensão politica, primeiro dentro dos próprios grupos chavistas para ver quem seria o herdeiro politico desse grupo. Posteriormente, com a perda da figura mais forte dentro do regime chavista, começa-se a ter um fortalecimento no discurso de oposição no sentido de modificação da lógica do estado venezuelano.

Desta forma, surge uma crise politica que leva a uma crise econômica.  Além disso, há a questão do mercado internacional do petróleo que, com o preço em queda, atinge o país que tem um sistema produtivo dependente deste recurso.

Com o caos alastrado, o bispo da diocese de Santa Elena de Uairen, na Venezuela, Dom Felipe González, explica que os venezuelanos estão sendo obrigados a deixarem o seu país. “Muitos passam por aqui, porque a fronteira é pequena. Por isso, passam 800 pessoas por dia” , afirma.

No Brasil, a fronteira com a Venezuela fica em Pacaraima, no norte do estado de Roraima. Na cidade, a Pastoral do Imigrante é quem faz o atendimento de quem chega. Depois, Os venezuelanos são encaminhados para serem atendidos na Superintendência Federal em Boa Vista para que, assim, possam dar entrada no pedido de residência temporária. Mas, muitos preferem entrar no Brasil solicitando refugio, já que o processo é mais rápido.

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