Por Polyana Gonzaga Em Assembleia Geral CNBB Atualizada em 16 ABR 2018 - 11H21

Bispos relatam desafios do Oiapoque ao Chuí do Brasil

Ivan Simas/A12
Ivan Simas/A12

A experiência das Igrejas locais em regiões extremas do Brasil’ foi partilhada nesta segunda-feira (16) pelo bispo de Macapá (AP), Dom Pedro José Conti e pelo bispo de Rio Grande (RS), Dom Ricardo Hoepers com jornalistas durante a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Os prelados falaram sobre os desafios de ser Igreja nestas realidades extremas e particulares do país, como o Oiapoque, no extremo norte, e o Chuí, no extremo Sul.

Oiapoque

Ivan Simas/A12
Ivan Simas/A12

Dom Pedro José Conti ressaltou os desafios sobre as grandes distâncias, as dificuldades de transporte e de comunicação em virtude da extensão territorial e amplitude da fronteira.

A cidade de Oiapoque é a única fronteira brasileira com um território europeu ultramarino, a Guiana Francesa. Essa região e sua condição de fronteira se depara com desafios como a invisibilidade social e o isolamento territorial.

Oiapoque fica a 600 quilômetros de Macapá, capital do estado. Parte da estrada ainda não é asfaltada, o que dificulta ainda mais o acesso terrestre à cidade, cercada por águas e florestas, afirmou Dom Pedro José Conti.

:: Acompanhe toda cobertura da 56ª Assembleia da CNBB

O bispo de Macapá citou ainda situação da Ponte Binacional Franco-Brasileira que vai liga por via terrestre o Brasil e a União Europeia a partir da divisa entre o Amapá e a Guiana Francesa. Dom Pedro explicou que entre os empecilhos para o uso da ponte estão as barreiras físicas e econômicas.

Garimpos clandestinos, tráfico de pessoas, tráfico de drogas e a falta de religiosos dedicados a missão nessa área também são desafios presentes na região.

Chuí

Ivan Simas
Ivan Simas

O bispo de Rio Grande (RS), Dom Ricardo Hoepers trouxe os desafios do Chuí, extremo sul do Brasil. O Chuí é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. É a cidade mais meridional do país, fazendo fronteira com a cidade do Chuy, no Uruguai.

Uma Igreja vazia e mais uma vez a escassez de religiosos estão entre os pontos citados pelo bispo. Dom Ricardo citou uma pesquisa de 2010 onde foi identificado que 54% da população se declara sem religião. O percentual é preocupante para a Igreja local, visto que em todo território brasileiro essa taxa é de 8%.

“A região concentra um número expressivo de árabes palestinos, espíritas e evangélicos. Nesse cenário temos um grande desafio de evangelização, já que os cristãos representam apenas 30% da população”, afirmou.

:: Em coletiva, bispos abordam estatuto da CNBB e Igrejas Irmãs

O esforço da diocese é de ir ao encontro dos nossos católicos tendo uma presença mais efetiva entre os cristãos.

Dom Ricardo Hoepers ainda falou sobre a liberação da maconha no Uruguai, o que também causa um problema social com dependentes químicos. O país é o único no mundo a legalizar a produção, comercialização e distribuição da droga.

Segundo o bispo a resposta da diocese foi pedir aos prefeitos das cidades no Brasil e Uruguai a instalação de uma Casa de Dependentes químicos.

Ainda nesta segunda-feira (16), o A12.com transmite a Coletiva de Imprensa, às 15h. Amanhã (17), às 9h, a atuação da Igreja no Brasil sobre a situação dos imigrantes venezuelanos será tema do ‘Meeting Points’ com o bispo de Boa Vista (RR), Dom Mário Antônio.


Seja o primeiro a comentar

Os comentários e avaliações são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site.

0

Boleto

Reportar erro! Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou
de informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:

Por Polyana Gonzaga, em Assembleia Geral CNBB

Obs.: Link e título da página são enviados automaticamente.