Comunicação

Comunicações Sociais: 5 destaques de Leão XIV

Confira os 5 Pontos que o Papa Leão XIV abordou sobre as Comunicações Sociais deste ano!

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Escrito por Vitória Victal

13 MAI 2026 - 08H28 (Atualizada em 13 MAI 2026 - 10H10)

VATICAN MEDIA

O Papa Leão XIV postou no dia 24 de janeiro de 2026 uma mensagem para a 60° Jornada das Comunicações Sociais. O documento foi publicado no dia de São Francisco de Sales com objetivo de alertar e orientar a sociedade sobre o uso da inteligência artificial e das tecnologias digitais, defendendo a dignidade humana, a verdade e as relações autênticas.

Aqui vão alguns pontos importantes da mensagem que o Papa abordou para as comunicações sociais deste ano:

arrow_forward Rosto e voz são sagrados

No primeiro desdobramento, o Papa Leão reforça que o rosto e a voz de cada ser humano é um traço único e que distingue uns dos outros. O Papa reforça que o rosto e a voz são instrumentos sagrados de Deus.

Foram-nos dados por Deus, que nos criou à sua imagem e semelhança, chamando-nos à vida com a Palavra que Ele mesmo nos dirigiu. Uma Palavra que, ao longo dos séculos, ressoou na voz dos profetas e depois, na plenitude dos tempos, fez-se carne”, frisou.

O Pontífice ainda afirmou que essa comunicação que Deus faz de si mesmo é possível, ainda, escutá-la e vê-la diretamente (cf. 1 Jo 1, 1-3), porque se deixou conhecer na voz e no Rosto de Jesus, Filho de Deus.

arrow_forward O desafio não é a máquina, é o Homem

Nos dias que hoje em que muitas redes sociais usam algoritmos criados para prender a atenção das pessoas o máximo possível, Leão XIV relatou que as expressões humanas requerem mais tempo pois em alguns conteúdos frases agressivas viralizam de forma rápida e debates equilibrados costumam receber menos interações.

“Veio somar-se a isto uma confiança ingenuamente acrítica na inteligência artificial como “amiga” omnisciente, dispensadora de todas as informações, arquivo de todas as memórias, “oráculo” de todos os conselhos. Tudo isto pode enfraquecer ulteriormente a nossa capacidade de pensar de forma analítica e criativa, de compreender significados, de distinguir entre sintaxe e semântica”, afirmou.

Nos últimos anos, o Santo Padre vem citando que os sistemas de inteligência artificial favorecem a produção de textos, músicas e vídeos. Enquanto isso acontece, a capacidade criativa intelectual do ser humano vai sendo reduzido a um pequeno tamanho diante das máquinas. O Pontífice também alerta para a questão do que realmente nos interessa: não é o que a máquina consegue ou conseguirá fazer, mas o que nós podemos e poderíamos fazer, crescendo em humanidade e conhecimento.

“Desde sempre, o ser humano tem sido tentado a apropriar-se do fruto do conhecimento sem o esforço do envolvimento, da pesquisa e da responsabilidade pessoal”, apontou.

arrow_forward O perigo da Solidão Simulada

No terceiro parágrafo, o Papa Leão alerta para a ilusão da construção de realidades com a Inteligência Artificial: O risco é grande!

Alguns navegadores como os chatbots estão cada vez mais presentes na internet, tornando-se cada vez mais difícil em se compreender se a interação é com os seres humanos ou robôs digitais. O Papa Leão ressalta que esse tipo de intervenções que não são reais destes agentes automatizados influenciam os debates públicos e as escolhas das pessoas.

“Especialmente os chatbots, baseados em grandes modelos linguísticos (LLM), estão a revelar-se surpreendentemente eficazes na persuasão oculta, através de uma contínua otimização da interação personalizada”, apontou.

Desta maneira, este método de interação com robôs, que até pode até ser divertido, é, ao mesmo tempo, enganador, especialmente para os mais vulneráveis que não utilizam ou não tem contato com este tipo de recurso.

O Papa Leão também dá ênfase aos modelos de Inteligência Artificial, que estão moldados pela visão do mundo de quem os constrói e podem, por sua vez, impor modos de pensar, reproduzindo preconceitos dos dados utilizados.

A falta de transparência na construção dos algoritmos, a par da inadequada representação social dos dados tendem a manter-nos presos em redes que manipulam os nossos pensamentos, perpetuando e aprofundando as desigualdades e injustiças sociais existentes”, finalizou.

Miha Creative Adobe Stock Miha Creative Adobe Stock Representação de uma tecnologia digital

arrow_forward Cuidado com o "Oráculo" Digital

No que se diz a respeito da responsabilidade, o Pontífice destaca o desafio na inovação digital, em que as pessoas não devem aceitar a tecnologia de forma fácil, mas precisam participar para garantir que ela seja usada para o bem humano. De acordo com o Santo Padre, isso se baseia em três pilares: responsabilidade, cooperação e educação.

Na responsabilidade, Leão XIV define o tema de um modo em que ninguém fuja de sua própria responsabilidade do futuro que está construindo. Dialogando com as plataformas on-line, é, na verdade, não agir pensando somente em lucro e pensar no benefício das pessoas.

Na cooperação, o Papa Leão XIV explica que nenhum setor pode enfrentar sozinho o desafio de liderar a inovação digital e governar a Inteligência Artificial. Neste contexto, é necessário criar mecanismos e opções de “salvaguarda”. O Pontífice introduz que Todas as partes interessadas, desde a indústria tecnológica aos legisladores, das empresas de criação ao mundo académico, dos artistas aos jornalistas e educadores, devem estar envolvidas na construção e na efetivação de uma cidadania digital consciente e responsável, contextualiza.

Já no objetivo da educação, se trata de aumentar as capacidades pessoais para refletir rigorosamente. Além disso, verificar a confiança das fontes e os interesses por trás dessas informações que chegam e fazem parte dessas informações para compreender as características, permitindo que às famílias, comunidades e associações, elaborem critérios práticos para uma cultura de comunicação saudável e responsável.

arrow_forward Alfabetização para o futuro

Como último ponto mencionado por Leão XIV, é preciso, então, introduzir a capacidade de ler, escrever e interpretar através dos meios de comunicação social, a informação e a Inteligência artificial.

Como católicos, podemos e devemos dar o nosso contributo, para que as pessoas, especialmente os jovens, adquiram a capacidade de pensamento crítico e cresçam na liberdade do espírito. Esta literacia deveria ainda ser integrada em iniciativas mais amplas de educação permanente, alcançando igualmente os idosos e os membros marginalizados da sociedade, que muitas vezes se sentem excluídos e impotentes perante as rápidas mudanças tecnológicas”, relatou.

Essa capacidade de compreender ajudará todos a não se adaptarem à tendência de tratar esses sistemas como se fossem humanos, em vez de “apenas como ferramentas”, e a importância de sempre verificar as informações em outras fontes confiáveis.

Para finalizar, o Papa Leão XIV concluiu afirmando para que o rosto e a voz não fiquem apenas no digital, mas que tenha a humanidade e proximidade.

“É necessário preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do ser humano, para a qual também se deve orientar toda a inovação tecnológica”, finalizou.

O Pontífice agradeceu aos que trabalham “para os objetivos aqui apresentados” e dirigiu uma benção por todos que colaboram pelo bem comum por meio da comunicação.

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