“Aclamem a Deus, nossa força. Acompanhem, toquem os pandeiros, a harpa melodiosa e a cítara” (Sl 81,2-4).
A música é muito importante em nossa vida e, claramente, também é essencial na liturgia. Santo Agostinho nos fala que "quem canta, reza duas vezes".
O Documento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) sobre a música na liturgia (Estudos, n. 79) lembra que “o canto cria comunidade, liga as pessoas entre si, e mais eficazmente as põe em sintonia com o Mistério de Deus”.
Raramente se toca músicas a missa toda, mas cada rito e parte da celebração pode ser cantado, caso o padre assim desejar. E normalmente nesta sequência são as partes cantadas:

Dependendo do calendário litúrgico (caso seja uma Solenidade), mais cantos são incluídos e outras partes, como as respostas da Oração Eucarística, também são cantadas.
Mas muitos perguntam se, por acaso, por algum motivo, não houver um ministro de música na missa, ela pode ser celebrada da mesma forma. A resposta é sim!
O parágrafo 115 da Instrução Geral do Missal Romano diz que:
“Entende-se por Missa com o povo a que é celebrada com participação dos fiéis. Na medida do possível, convém que esta Missa, especialmente nos domingos e festas de preceito, seja celebrada com canto e com número adequado de ministros. Pode, todavia, celebrar-se também sem canto e com um só ministro”.
Conhecida como Missa rezada ou Missa baixa, é o contrário da Missa cantada, em que atualmente pode ter a ausência dos músicos, mas, mesmo assim, pode ter somente as músicas cantadas pelo povo e pelo sacerdote. Sem a música, as partes da Missa que citamos acima podem ser lidas, e normalmente no momento do ofertório é possível ouvir as orações que o sacerdote faz ao preparar a Eucaristia.

A Igreja orienta que os presentes na celebração litúrgica precisam participar de maneira plena, consciente e ativa do ato. Alguns participarão tocando instrumentos, outros cantando, outros servindo o altar, outros ao serviço da Palavra. Quando não há pessoas para tocar instrumentos musicais, os fiéis se limitarão a cantar, ou seja, se não há músicos, deve-se cantar sem instrumentos, só com as vozes dos próprios fiéis.
Em entrevista ao portal A12, o Padre Wallison Rodrigues, pároco da Paróquia São Gregório Nazianzeno, em Turvânia (GO), falou sobre a importância da música para a liturgia.
"A música tem uma força de comunicar e alcançar realidades que muitas vezes nossos meios ordinários não alcançam. É quando uma pessoa nos diz: 'Essa música me tocou profundamente!'. Na liturgia, a música é uma aliada, algo que está a serviço para comunicar o que é mais importante, que é Deus. O modo como Deus se faz presente alcança pessoas e transforma vidas. Sabendo usar, podemos alcançar realidades que a gente nem imagina".
Vaticano sediará evento global sobre IA e construção da paz
Vaticano reúne especialistas e laureados com o Nobel para debater inteligência artificial, desarmamento e construção da paz global.
Documentário "Sagrado Coração" chega aos cinemas brasileiros
Para celebrar os 350 anos das revelações a Santa Margarida Maria Alacoque, a obra mostra como essa devoção permanece viva até hoje no coração da Igreja. Veja!
Institutos Seculares refletem sobre sua atuação na sociedade
Consagrados seculares vivem sua vocação nas condições comuns da sociedade e procuram testemunhar o Evangelho nos diferentes ambientes.
Boleto
Carregando ...
Reportar erro!
Comunique-nos sobre qualquer erro de digitação, língua portuguesa, ou de uma informação equivocada que você possa ter encontrado nesta página:
Carregando ...