Por João Antônio Johas Em Espiritualidade Atualizada em 03 ABR 2019 - 14H36

A perseverança nas promessas

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O que têm as promessas de fim de ano a ver com a minha vida cristã?


Chegou o final do ano e nós vamos falar mais uma vez sobre as promessas. Esses dias, muitas pessoas começam a prometer que vão emagrecer ou que vão estudar mais ou ainda que vão aprender um idioma novo. No entanto, sabemos que muitas vezes essas promessas ficam apenas nisso, promessas. Somos mestres em começar, mas terminar é outra história. A perseverança não parece ser tão simples assim.

No entanto, lembremos daquela passagem bíblica que diz: "Aquele que perseverar até o fim se salvará". Perseverança é, então, algo fundamental. Claro, Jesus não estava falando sobre perseverar na dieta, ou em algum curso de idiomas, mas na vida cristã como um todo. Mas se não conseguimos ser fiel nem no pouco, não poderemos ser fiéis no grande, como diz a mesma escritura.

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Talvez, estejamos enfocando mal, afinal de contas, o que têm as promessas de fim de ano a ver com a minha vida cristã? Bom, o simples fato de se fazer essa pergunta manifesta que pensamos que em nossa vida existem realidades que não atingem a nossa fé. Uma fé Viva, no entanto, é uma realidade que conforma a nossa vida por completo, sobre a qual tudo se constrói. Em uma vida cristã, talvez a única promessa necessária seja a de sermos cada vez mais santos. E claro, desde essa perspectiva, não vamos perseverar em nada que não esteja relacionado à fé.

Isso, porém, não quer dizer que não podemos fazer outras promessas. Quer dizer que tudo que façamos ou queiramos fazer precisa estar subordinado a essa intenção fundamental de sermos cada vez mais de Deus. Se eu quero estudar por exemplo, que seja para poder servir melhor a Deus e aos demais. Posso prometer então que vou ser mais diligente no estudo, mas não somente por mim, mas para que a minha vida seja cada vez mais Cristã.

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Por isso, talvez uma maneira interessante de se aproximar das minhas promessas, seja perguntar: Quais são os motivos pelos quais eu as estou fazendo? Esses motivos terminam em mim, ou atingem positivamente os meus próximos? Lembremos que a vida inteira de Jesus foi uma entrega generosa aos demais. Tudo o que ele fazia tinha como fundamento a vontade do pai. Meu alimento, disse, é fazer a vontade do Pai.

Se muitas vezes falhamos em perseverar até o final, talvez seja porque lá no fundo não encontramos sentido no que estamos fazendo ou, mesmo se encontramos sentido, talvez porque estamos fazendo sozinhos e nos deparamos com as nossas limitações, que nos impedem de chegar ao final daquilo que nos propomos. E desde um ponto de vista espiritual, sem Deus realmente não somos capazes de ir muito longe nessa vida que Ele nos dá.

No ano que começa, procuremos unir a nossa vontade à vontade de Deus. Que nossas promessas sejam no sentido de aproximar-nos um pouco mais d´Ele. Porque para perseverar precisamos de um sentido para aquilo que fazemos e a vida cristã é a única capaz de dar um sentido realmente verdadeiro para as nossas ações. Na vida cristã contamos sempre com o auxílio da Graça de Deus que nos fortalece na caminhada para que possamos alcançar o que nunca conseguiríamos imaginar alcançando por nós mesmos.


Escrito por
Irmão João Antônio Johas (Redação A12.com)
João Antônio Johas

Licenciando em Filosofia pela Universidade Católica de Petrópolis, Pós-graduando em Antropologia Cristã pela Universidade Católica San Pablo em Arequipa, Peru.

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