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Espiritualidade

Cinzas: a realidade do que somos e a certeza do que seremos

Iniciamos a Santa Quaresma como um tempo favorável para converter o coração, trocar o brilho efêmero do mundo pela verdade das cinzas e buscar a salvação no agora.

Maurício Ribeiro, coordenador dos coroinhas e acólitos do Santuário Nacional (Arquivo pessoal)

Escrito por Maurício Ribeiro

18 FEV 2026 - 07H00 (Atualizada em 18 FEV 2026 - 14H01)

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As cinzas nos dizem que somos pó amado por Deus

Com o santo jejum e as cinzas sobre nossas cabeças, iniciamos este dia de penitência e este tempo de conversão. As cinzas nos recordam a realidade do que somos e a certeza do que seremos: pó. E este é o caminho da Quaresma até a Páscoa: entre a realidade do que somos — filhos de Deus — e a certeza de que um dia estaremos com Ele na vida eterna.

Leia MaisRezar de dia ou à noite? Qual o melhor horário? Hoje, na testa, o sacerdote nos impõe as Cinzas, sinal de penitência e de que pertencemos a Deus. Elas nos recordam que somos finitos, que somos criaturas e que Deus é o Criador. Porém, muitas vezes, levados pelo espírito mundano, erguemos a cabeça e passamos “glitter” na testa só para sermos vistos e admirados pelos outros.

As cinzas sujam a nossa testa, apagam a nossa aparência e nos dizem que somos pó amado por Deus. Com o glitter na testa, somos vistos pelo mundo e brilhamos somente para ele — e por ele somos levados ao caminho da perdição. Com as cinzas, brilhamos para Deus e somos vistos por Ele como filhos arrependidos e dispostos a voltar a trilhar o caminho da salvação.

Hoje, somos convidados a refletir: de que adianta querermos brilhar, se no final da nossa vida seremos cinzas? De que valerão nossos pensamentos soberbos e atitudes mesquinhas, se serão reduzidos a pó? Caros irmãos e irmãs, o brilho desta vida passa!

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É agora o dia da salvação, e a busca por ela está neste mundo

Devemos tomar muito cuidado com uma grande tentação que afeta a humanidade e a Igreja: “esquecer a necessidade da salvação” (Pe. Pasolini, primeira pregação do Advento de 2025).

“É agora o dia da salvação” (2 Cor 6, 2b). Não é amanhã, não foi ontem: é agora! Por isso, basta de ficarmos somente no conceito e nas belas palavras; é preciso, urgentemente, colocar em prática a busca pela salvação. Pois, para alcançá-la, é necessário praticar o seguinte exercício: a vivência da Palavra de Deus.

A busca pela salvação não está “lá em cima”, no céu; ela começa aqui embaixo. Ela ocorre neste mundo, embora as coisas do mundo não nos deem a salvação. Dizia Santo Agostinho:

“Quanto às outras coisas desta vida, quanto mais choramos por elas, menos merecem nossas lágrimas; e quanto menos choramos quando estamos no meio delas, mais devemos chorar.”

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Penitência, oração e caridade: remédios contra o pecado

Os exercícios espirituais e corporais da Quaresma não devem se resumir a preceitos a serem cumpridos, mas devem nos transformar em pessoas novas. Por isso:

  • A penitência não é para ser praticada apenas exteriormente, mas interiormente, pois somente assim ela nos fortalece no combate contra o espírito do mal.
  • A oração não deve se resumir a simples fórmulas, mas sim ser um diálogo sincero com Deus, que nos faz ser regenerados pela Sua misericórdia.
  • A caridade não deve ser um ato cumprido apenas com as mãos, mas sim com o coração e com o encontro de olhares. 
  • Caro irmão, cara irmã, é para mim, para você, para nós, que Deus estabeleceu este tempo privilegiado de salvação, a fim de que, livres dos afetos desordenados, recuperemos a pureza do coração.

    Todos os anos Ele nos concede, por meio da dedicação intensa à oração, ao jejum e às obras de caridade, a graça de alcançar a plenitude da filiação divina.

    Com o espírito penitente, supliquemos a Deus a graça de dominar nossos maus desejos para que, purificados, possamos celebrar com fervor a Paixão e a Ressurreição do Senhor.

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Escrito por:
Maurício Ribeiro, coordenador dos coroinhas e acólitos do Santuário Nacional (Arquivo pessoal)
Maurício Ribeiro

Maurício José Ribeiro Campos Felizardo é Professor de Matemática licenciado pela UNESP e é atualmente o coordenador dos Cerimoniários e Coroinhas do Santuário Nacional.

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Por Redação A12, em Espiritualidade

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